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MM Gerdau será reaberto ao público neste sábado(16/10)

Funcionando de forma parcial desde julho deste ano, o MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal será reaberto ao público esta semana. Com isso, será possível acessar todas as dependências da instituição voltada para promover a Ciência e a Tecnologia. Mesmo com a reabertura, a programação será mantida em formato híbrido, ampliando o alcance das ações promovidas pelo museu.

Redação Mais Minas 11 de outubro de 2021 às 15:56
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Fachada do MM Gerdau - Foto: Franscisco Fancischelli
Fachada do MM Gerdau - Foto: Franscisco Fancischelli

Assim como todos os espaços voltados para a promoção da cultura, o MM Gerdau –  Museu das Minas e do Metal também precisou suspender as suas atividades presenciais em função do avanço da pandemia. Fechado desde 17 de março de 2020, a instituição, que já vem se adaptando para receber o público com segurança, agora será reaberta em sua totalidade. Desde 09/07, os visitantes só possuem acesso ao primeiro piso, que abriga o café(reaberto recentemente com nova proposta), praça de convivência, loja Bem Mineiro e espaço para exposições temporárias.

Com a reabertura dos demais andares, todo o acervo do MM Gerdau estará acessível ao público. Além disso, o Museu passa a oferecer uma série de outras atividades, complementando a programação digital. O MM Gerdau segue com todos os protocolos de segurança, como distanciamento social, capacidade de pessoas por ambiente, higienização das mãos, medição de temperatura na entrada do museu e uso obrigatório de máscaras cobrindo nariz e boca. 

Com a reabertura, os visitantes poderão ter acesso ao interior de todo o Prédio Rosa, considerado um marco arquitetônico da capital mineira. No Piso Liberdade, onde fica a Praça de Convivência, o público poderá conferir a Druza de Quartzo, a maior e mais pesada amostra do acervo mineral. No Andar das Minas, o visitante é convidado a fazer um percurso pelas principais minas do estado, um passeio guiado por personagens que contam histórias das Minas Gerais. Salas e exposições que apresentam a diversidade do universo mineral, incluindo um inventário com mais de 400 amostras. Já no Andar do Metal, o público tem a oportunidade de entender sobre a importância e usos do metal para a humanidade, além de acompanhar a evolução de suas aplicações. Por meio de uma balança especial é possível saber uma estimativa da quantidade de substâncias minerais que cada pessoa carrega no seu corpo, além de conhecer o Professor Mendeleev e as Janelas para o Mundo. A sala da Língua Afiada será reaberta após passar por reformas e a exposição Minerais do Brasil é considerada uma das maiores de minerais raros do país.

“Estamos muito confiantes em retomar a abertura total do Museu, entendendo que fazemos isso de maneira segura, cumprindo todos os protocolos sanitários e em um momento de avanço da vacinação da população e de indicadores estáveis. Abrimos parcialmente, apenas com o Nível Liberdade em 09/07 e, desde então, recebemos cerca de 15 mil pessoas. Existe uma demanda em geral para a retomada de todas as atividades. Acreditamos que é hora de abrir totalmente para que o público possa ter de novo a experiência de visitar o MM Gerdau por completo, retomar suas atividades de lazer, cultura e diversão no Circuito Liberdade. Nunca deixamos de estar próximos do nosso público, sobretudo com as ações digitais, mas é hora desse reencontro com os visitantes e, com todos os cuidados, compartilhar com eles novas experiências. Vem muita coisa boa por aí!”, destaca Márcia Guimarães, diretora do MM Gerdau.

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Abrindo a programação presencial para o mês de outubro, no dia 16/10, o MM Gerdau recebe O Museu Tropical, realizado pela Teria Café Cafeteria, que inaugura o brunch no Terraço. O momento será dividido em dois turnos com capacidade para 30 pessoas pela manhã e 60 pessoas à noite. O Blobo da Bôta se apresentará nos dois momentos.

Baile da Bôta é iniciativa que surgiu em Belo Horizonte com o intuito de celebrar os ritmos brasileiros, com destaque para os originários nas regiões norte e nordeste do país, reunindo em todas a alegoria das festas tradicionais amazônicas, representadas pela figura folclórica do Bôto cor-de-rosa e a cultura dos paredões e bailes de brega do Pará. Além de unir a mistura da música mineira com a paraense, nordestina e latinoamericana, o baile tem a proposta de enaltecer os movimentos efervescentes da música eletrônica de periferia como o tecnobrega, o funk, bregafunk, eletromelody e bahia bass.

No dia 30/10, das 13h às 17h30, a Praça de Convivência do MM Gerdau recebe o 8º Encontro de Colecionadores de Minerais (adulto e mirim), evento que já faz parte do calendário dos colecionadores e apreciadores de minerais e também integra a programação da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a SNCT 2021. Na ocasião, o museu receberá 18 colecionadores, entre adultos e crianças, que foram convidados a expor peças de sua coleção, tirar dúvidas dos curiosos e conversar com os entusiastas e apaixonados pelo universo dos minerais. O encontro é uma oportunidade de troca e venda de minerais para os colecionadores e interessados em possui um exemplar.

Também no dia 30/10, às 15h, haverá o lançamento do livro “Coleções: Minerais do Brasil”, incluindo a participação dos autores Carlos Cornejo e Andrea Bartorelli. Eles irão conversar com o público presente sobre colecionismo de minerais.

A obra destaca a multiplicidade de acervos, experiências e conhecimentos relativos à Mineralogia, Gemologia, Meteorítica e Paleontologia no Brasil, apresentando um registro tanto das amostras minerais quanto das pessoas que as extraem, colecionam, estudam e preservam. Além dos espécimes mineralógicos, as coleções reúnem pedras preciosas em bruto, gemas lapidadas, meteoritos, mineralizações fósseis e antiguidades relativas à mineração, assim como objetos históricos e acervos bibliográficos e iconográficos correlatos, inclusive o registro de vivências e recordações vinculadas à Mineralogia e às Geociências.

Ações Culturais

Todas as atividades culturais e educativas do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal são gratuitas. A programação completa está disponível no site www.mmgerdau.org.br  e diversas atividades, assim como outros conteúdos educativos, estão disponíveis gratuitamente em suas redes sociais (@mmgerdau).

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Sobre o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal

O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. É um museu de ciência e tecnologia que apresenta de forma lúdica e interativa a história da mineração e da metalurgia. Em 20 áreas expositivas, estão 44 exposições que apresentam, por meio de personagens históricos e fictícios, os minérios, os minerais e a diversidade do universo da Geociências.

O Prédio Rosa da Praça da Liberdade, sede do Museu, foi inaugurado em 1897, juntamente com Belo Horizonte. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), o edifício passou por meticuloso trabalho de restauro, que constatou que a decoração interna seguiu o gosto afrancesado da época, com vocabulário neoclássico e art nouveau.  O projeto arquitetônico para a nova finalidade do Prédio Rosa, que já foi Secretaria do Interior e da Educação, foi feito por Paulo Mendes da Rocha e a expografia, que usa a tecnologia como aliada da memória e da experiência, é de Marcello Dantas.

O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal é patrocinado pela Gerdau, via lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

Programação presencial MM Gerdau Outubro 2021

(todas as ações presenciais seguirão protocolos de segurança)

16/10 – O Museu Tropical

11h às 14h – Brunch da Bôta, no Terraço do MM Gerdau 

18h às 22h – Baile da Bôta, no Museu                                                       

Limite de 30 pessoas por atividade

A retirada de ingressos (mesas para 4 ou 2 pessoas) é gratuita. Todas as pessoas deverão permanecer sentadas durante o evento. As experiências gastronômicas custam R$35,00 por pessoa e incluem alimentação completa (bebidas serão cobradas à parte).

O sistema de retirada de ingressos(reserva de mesas) bem como o sistema de consumo Cashless(mais seguro em relação à pandemia), será feito pela GoFree, uma startup de BH parceira.

30/10 – sábado – 8º Encontro de Colecionadores de Minerais (adulto e mirim)

Horário:  de 13h às 17h30 – presencial, na Praça de Convivência do MM Gerdau

O Museu receberá 18 colecionadores, entre adultos e crianças, que foram convidados a expor peças de sua coleção, tirar dúvidas do público e conversar com os interessados a iniciar uma coleção de minerais. O encontro é uma oportunidade de troca e venda de minerais para colecionadores e interessados em adquirir um exemplar.

30/10 – sábado – Lançamento do livro “Coleções: Minerais do Brasil”, com a participação dos autores Carlos Cornejo e Andrea Bartorelli

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Horário: 15h

Integrando a programação do 8º Encontro de Colecionadores de Minerais, o MM Gerdau recebe os autores Carlos Cornejo e Andrea Bartorelli para o lançamento oficial da publicação e bate-papo com o público.

Sobre os autores:  Carlos Jesús Cornejo Chacón nasceu em Santiago do Chile em 29 de dezembro de 1961. Formou-se jornalista pela Universidade Católica do Chile, em 1984, e atuou como radialista e autor de reportagens. Em 1986, passou a residir em São Paulo. Trabalhou como repórter, fotógrafo, editor e produtor gráfico durante vários anos, colaborando com matérias e reportagens fotográficas para diversas publicações, tais como o jornal Folha de S.Paulo e as revistas Horizonte Geográfico e Eco Turismo. Realizou diversas exposições fotográficas, entre elas Cristais: Flores do Reino Mineral, Brasil: Jardim Mineral, Expedição Atacama: Viagem ao Deserto Mais Seco do Mundo, Ilha de Páscoa: a Terra dos Gigantes de Pedra e Ilhas dos Mares do Sul. Colecionador de minerais, conta com um acervo de mais de mil amostras, além de uma biblioteca especializada em mineralogia. Foi fundador e editor do Jornal das Pedras entre 1995 e 1998, publicando diversas matérias sobre mineralogia, gemologia, paleontologia e espeleologia. É membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Andrea Bartorelli nasceu em São Paulo em 1941. Graduou-se em Geologia em 1965 e foi assistente do professor Viktor Leinz no Departamento de Geologia e Paleontologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Em 1969, obteve o mestrado em Geologia pela USP com a dissertação Reconhecimento Geológico da Parte Setentrional da Cordilheira Huallanca, Peru. A partir de 1970, passou a atuar como geólogo em empresas de projetos de engenharia, mineração e consultoria ambiental. Em 1997, defendeu tese de doutoramento na Universidade Estadual de São Paulo, intitulada As Principais Cachoeiras da Bacia do Paraná e sua Relação com Alinhamentos Tectônicos.  Em 2006, criou o Museu de Minerais de Parati, Rio de Janeiro. Exposições: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP: Amazônia: Tapeçarias de Andrea Bartorelli, 1979; Minerais, Minérios e Gemas Brasileiras, 1984 (Associação Brasileira de Gemologia e Mineralogia / Departamento Nacional da Produção Mineral), e O Brasil dos Viajantes, 1994, onde atuou como colaborador científico de geociências. Museu de Geociências da USP: Reino Mineral: 1ª Exposição Coletiva (1996) e Águas-Marinhas Brasileiras (1997). Livros: A História da Mineração no Brasil. Consultor Técnico. Atlas Copco, 1989. Geologia do Continente Sul-Americano: Evolução da Obra de Fernando Flávio Marques de Almeida. Co-organizador e autor do capítulo VI. Petrobras / BECA. 2004. Sua coleção mineralógica consiste em cerca de mil amostras, na sua grande maioria de procedência brasileira.

Última atualização em 11 de outubro de 2021 às 19:56