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Bilionária brasileira doa R$ 88 milhões para a reconstrução da Notre-Dame

Muitos críticos nas mídias sociais questionam a falta dos ricos brasileiros, como Lily Safra, com tragédias em solo nacional.

A destruição da Catedral de Notre-Dame, em Paris, após um grave incêndio na última segunda-feira, 15 de abril, gerou comoção internacional e mobilização de um grupo de super-ricos para a reconstrução da igreja.

No grupo de bilionários que estão doando altas somas para a campanha de reconstrução, há uma brasileira: Lily Safra. Dona de uma fortuna estimada em US$ 1,3 bilhão (R$ 5,1 bilhões), a viúva do banqueiro Edmond Safra enviou um cheque de 20 milhões de euros (R$ 88 milhões) aos responsáveis pela iniciativa, que já no primeiro dia depois da tragédia conseguiu repercussão internacional.

Contudo, dos quase 1 bilhão de euros (R$ 4,4 bilhões) que eles levantaram até agora, a maior parte do dinheiro ainda não foi entregue pelos doadores – entre eles Bernard Arnault, do LVMH, e François-Henri Pinault, do Kering, sendo ambas as empresas ligadas ao universo do luxo -, turma que por enquanto apenas se comprometeu a ajudar.

Muitas pessoas na França, contudo, desconfiam de tamanha generosidade. Por lá esse tipo de gesto da parte de grandes empresários geralmente acaba tendo desdobramentos que no fim sobram para os contribuintes uma parcela de gastos. A construção da Fundação Louis Vuitton, por exemplo, bancada por Arnault: dos quase 800 milhões de euros (R$ 3,52 bilhões) que a obra inaugurada em 2014 consumiu, mais de 600 milhões (R$ 2,64 bilhões) foram levantados via incentivos fiscais federais.

Já no caso de Safra, que atualmente vive entre Mônaco, Londres, Nova York e Paris, o dinheiro saiu do bolso dela mesmo, lembrando que a socialite, como fruto da aura de riqueza que a consagrou, é bastante querida na capital francesa, onde já recebeu até uma medalha de honra e tem ainda uma sala batizada em homenagem a ela e seu falecido marido no Museu do Louvre, a Galerie Edmond et Lily Safra, que é inteiramente decorada com mobiliário do século 18, tudo doado pelo casal.

No Brasil, em virtude da dificuldade de reconstrução de patrimônios históricos também vítimas de tragédias semelhantes, como é o caso do Museu Nacional no Rio de Janeiro, a ação de Lily gerou muitos comentários negativos, especialmente nas mídias sociais. Usuários acusam a falta de mobilização e interesse da elite econômica brasileira com o país.

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