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Casos de feminicídio disparam em Minas Gerais

Na semana em que se lembra o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher (25 de novembro), a disparada dos casos de feminicídio chama a atenção em Minas. O crime mais recentemente divulgado foi solucionado pela Delegacia de Homicídios de Contagem, que esclareceu o assassinato de Lucilene Carla da Silva Aniceto Mendes, de 36 anos, cujo corpo foi encontrado no último sábado em um lote vago do Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. O acusado é o marido da vítima, o caminhoneiro Marcelo Silveira Miguez Mendes, de 42. Em Salinas, no Norte de Minas, o ex-companheiro também é apontado como responsável pela morte de uma mulher de 48 anos, executada na frente do filho. E em Lima Duarte, na Zona da Mata, um homem de 43 assumiu ter assassinado a companheira, de 17, e os dois filhos do casal.

No assassinato descoberto em Belo Horizonte, Marcelo Mendes é acusado de tentar ludibriar não só a polícia, mas também a família da vítima e uma amiga dela, de nome Raquel. Segundo o delegado Daniel Buchmuller, a vítima foi encontrada por um ambulante, na Rua Rubens Caporali, Bairro Buritis. Lá o vendedor percebeu uma lona preta, onde o corpo estava escondido. Chamou a polícia. Quando os policiais chegaram, descobriram um celular no bolso traseiro de Lucilene, junto de um pedaço de papel, com o telefone do marido. “Ligamos para o número e Marcelo atendeu e caiu em contradição. Na primeira delas, foi logo falando que não tinha nada com o desaparecimento da esposa, com quem tem um filho de 6 anos, que hoje está com a irmã dele”, diz o delegado.

Em todo país, nos últimos nove anos, quase 10 mil mulheres foram vítimas de feminicídio ou tentativas de homicídio por motivos de gênero, segundo levantamento da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, que registrou pelo menos 3,1 mil denúncias de morte e 6,4 mil tentativas de assassinato de mulheres desde 2009.
O número de denúncias, no entanto, está aquém das ocorrências de feminicídio. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, só em 2016, cerca de 4.635 mulheres foram mortas por agressões, uma média de 12,6 mortes por dia.

Anote aí cinco aplicativos que ajudam mulheres na luta contra o feminicídio: SOS Mulher; Salve Maria; Me respeita; SaiPraLá e Mete A Colher.

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