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terça-feira, 6 dezembro 2022

Castração em animais deve ser feita de forma responsável

A castração de cães e gatos já virou assunto recorrente em nossa sociedade. Muito além de apenas servir como controle populacional dos animais, o procedimento cirúrgico conta com diversas vantagens, tanto para o animal, quanto para o tutor. No entanto, você sabe quais são os procedimentos anteriores à cirurgia? Sabe exatamente quais doenças você está ajudando a prevenir que o seu pet desenvolva? Quais são os procedimentos pós-operatórios? A equipe médica veterinária da Habitat vai te falar tudo que você precisa saber sobre a castração segura.

Quais são os objetivos que se pretende alcançar através da castração dos animais?

Para ficar bem detalhado vamos explicar em partes.

Primeiramente, os benefícios em relação ao controle populacional de cães e gatos de rua. De acordo com dados divulgados na primeira metade de 2021 pela OMS (Organização Mundial de Saúde) existem cerca de 30 milhões de animais abandonados e errantes no Brasil. Com a superpopulação de animais de rua, crescem os casos de atropelamento, os casos de animais que sofrem maus-tratos, intoxicados, ou violentados e animais que desenvolvem traumas. Os órgãos públicos não conseguem fazer o controle total de resgate, alguns municípios nem sequer contam com órgão público de defesa dos animais, em grande parte dos casos são cidadãos comuns, ou através de ONGs, que acabam tendo que prestar socorro a algum animal abandonado, fêmeas prenhas e até mesmo casos de animais com doenças infecciosas e contagiosas que poderiam ser evitadas caso estivessem castrados.

Segundo, como citado acima, doenças ligadas aos órgãos sexuais, ou órgãos internos. Redução no risco de enfermidades mamárias e uterinas, tanto em machos e fêmeas, e ovarianas, como neoplasias e piometra, que são infecções no útero. Previne doenças como pseudociese (mais conhecida como gravidez psicológica), hipertrofia mamária felina e estro persistente. Previne, também, distúrbios testiculares em machos, tais como: neoplasias, orquites (que são inflamação nos testículos) e epididimites (inflamação no epidídimo). Auxilia no tratamento de doenças andrógeno-dependentes como a hiperplasia prostática benigna (problema urinário), prostatite crônica (inflamação da próstata), adenoma (tumores que desenvolvem em órgãos internos) e hérnia perineal. Também auxilia no tratamento de doenças como diabetes e epilepsia. Alguns médicos veterinários também apontam para a diminuição de alguns comportamentos indesejados, como territorialismo e agressividade.

Todo e qualquer animal pode passar pelo procedimento cirúrgico da castração imediatamente?

A resposta parece óbvia, mas ainda assim é bastante importante que seja explicado. Todo animal deve ser tratado de forma individual. Assim como cada humano tem suas particularidades e organismos trabalham de forma diferente, os animais também são únicos. Todos os cães e gatos podem ser castrados, porém, existe um período indicado para que eles passem pelo procedimento. Além do período, também depende de outros fatores, como a maturação hormonal e o porte do pet. Por isso, é sempre indicado que o tutor busque antes uma consulta com um médico veterinário para que seja avaliado a partir de exames de sangue e cardiológicos. Só após a leitura dos exames laboratoriais que o veterinário irá conhecer as condições de saúde do paciente, podendo assim seguir com a cirurgia de forma mais segura e adequada.

O que acontece depois da cirurgia? E durante a cirurgia? Meu pet sofre?

O pós-cirúrgico também depende de cada animal. Cada animal reage à cirurgia de forma única. Mas antes, vale lembrar que, durante o procedimento, o animal é anestesiado adequadamente e recebe todos os medicamentos, que são calculados especificamente para cada tipo, tamanho e seguindo todos os parâmetros clínicos depois dos exames laboratoriais de cada animal. O animal devidamente anestesiado não é capaz de sentir dor durante o procedimento, que, dependendo de cada caso, pode demorar até 30 minutos. A cicatrização da cirurgia pode variar, mas em regra demora entre 7 a 10 dias e um curativo especial é feito, novamente, para cada tipo de animal.

O tutor vai receber orientações médico veterinárias para que o pet use uma roupinha adequada e um colar elizabetano, que vai impedir o animal de lamber ou até mesmo arrancar os pontos. Pode parecer desconfortável, mas é de extrema importância que o tutor deixe o pet com os itens. Além disso, é primordial que a pessoa leve o animal para acompanhamento veterinário durante a recuperação, uma após 3 dias e outra após 5, ou 7 dias, para a retirada dos pontos. Apenas o médico veterinário poderá falar qual o momento certo para fazer tais procedimentos, pois, novamente, cada animalzinho tem seu tempo.

Alguns animais podem sentir sonolência, falta de apetite, incontinência urinária e vômitos. Cada caso é único, portanto, sempre que perceber alguns desses sintomas, busque ajuda de um médico veterinário. Apenas o profissional pode indicar analgésicos e anti-inflamatórios para reduzir eventuais desconfortos do seu pet.

Portanto, não deixe de buscar um médico veterinário, ou uma clínica veterinária de confiança para você cuidar do seu pet, como ele deve ser tratado, com respeito, carinho e atenção. O que a equipe médica veterinária da Clínica Habitat indica aos tutores é que eles sempre façam todas as perguntas possíveis para os profissionais que irão cuidar de seus respectivos pets. Toda atenção deve ser dada para cada tipo diferente de animal, seja ele felino, canino, de grande, médio ou pequeno porte, de raça pré-definida, ou um vira-latinha caramelo. Cada animal merece respeito e tratamento adequado para suas individualidades.

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