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O ano em que o carnaval não aconteceu (ou não deveria acontecer)

Pedro Luiz Teixeira de Camargo 15 de fevereiro de 2021 às 17:55
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3 min
Foto: Mais Minas
Foto: Mais Minas

2021 começou da mesma maneira que 2020 nos deixou: com uma pandemia fazendo com que todas as pessoas busquem se manter isoladas, situação que nem sempre é fácil de ser realizada.

Como medida sanitária, o carnaval desse ano foi “cancelado” na maioria dos estados e cidades, com o poder público baixando decretos que cancelaram o feriado momesco.

Não há dúvidas que essa medida influencia na economia, em especial de cidades cuja festa é famosa, como as cidades históricas e, recentemente, a própria capital de Minas Gerais.

Além do prejuízo econômico, existe também o prejuízo cultural, com os desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos, que mobilizam uma gama de comunidades.

Infelizmente, a consciência não está presente em todas as pessoas e, de modo surpreendente, estão ficando famosos os “blocos proibidos” e as “festas anônimas”, maneiras irregulares de aglomeração que coloca em risco não só os que participam destes eventos, mas toda a população que os cercam, haja vista o alto índice de contaminação do COVID-19.

É triste termos mais uma vez que tocar nesse assunto, que é a falta de cuidado e empatia que alguns cidadãos têm consigo e com o próximo. Já não basta o irresponsável que nos governa atrapalhando a vacinação no país, temos também que aturar gente que não respeita os decretos das autoridades em plena 2°onda de coronavírus?

Esperamos que as autoridades responsáveis pela fiscalização de tais eventos sejam rigorosas com os desobedientes, pois no fim do ano aconteceu algo similar em vários locais, com pessoas se aglomerando de modo aleatório e o resultado vimos ao longo do mês de janeiro, com um número expressivo de casos no país inteiro.

Não é hora de brincadeira, precisamos respeitar o que as autoridades sanitárias indicam, é uma pena não termos o carnaval que todos queríamos nesse ano de 2021, mas mais importante que a tradicional festa, é a manutenção das vidas, festas podem ser refeitas, mas vidas ceifadas não, pense nisso e não aglomere. Já são mais de 220 mil mortes e o número aumenta a cada minuto.

Se cada um fizer a sua parte, temos plenas condições de diminuir os impactos da pandemia.

Bom feriado momesco para quem é de feriado e bom trabalho para quem é de trabalho.

Até a próxima.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 12 de setembro de 2021 às 17:57