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Somos todos fugitivos – Ou a filosofia do “Não fui eu, foi o homem de um braço só”

Júlio Dash
Júlio Dash
Júlio Roberto Gomes é psicanalista e terapeuta analítico Jungiano, especializado em Hipnose e Inteligência Social, atuando na área há quase 5 anos. Tem como formação base o curso de Tecnologia em Recursos Humanos e estudos a parte de Criminalística.
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O que acontece quando a TV, o Instagram ou os joguinhos de celular não são mais suficientes para nos distrair? O que acontece quando a realidade bate à porta e não podemos mais evitar nossos problemas?

Quando percebemos que aquilo do qual estávamos fugindo não apenas continua ali, mas está pior devido a demora de nossa parte em tomar uma atitude, é ai que o bicho pega.

Distrações nos ajudam a aliviar o estresse, mas também podem se tornar uma fuga dos problemas.

A vida, e falo com tranquilidade, pode ser muito estressante. Responsabilidades no trabalho, em casa, nos relacionamentos, no trânsito e tantas outras coisas, é fácil sentir-se sobrecarregado e precisar de um escape da realidade.

No entanto, é importante lembrar que a fuga não é uma solução, esses artifícios podem ser uma forma de aliviar temporariamente o estresse, mas também podem se tornar um problema a mais que precisamos enfrentar.

Importante saber que essas distrações podem ser viciantes. Quando nos sentimos estressados ou sobrecarregados, é fácil recorrer a uma atividade que nos faça sentir bem rapidamente, como assistir vídeos aleatórios, jogar videogame ou rolar seu feed infinitamente.

O problema é que essas atividades podem se transformar em hábitos que interferem em outras áreas da vida.

Quando estamos distraídos, não estamos encarando os problemas de frente e podemos acabar evitando resolver questões sérias em nossa vida. Como dizem os melhores vilões clichês dos anos 80 “Você está apenas adiando o inevitável”.

Isso pode ocorrer porque não queremos lidar com nossas emoções. Quando nos ocupamos com outras coisas, evitamos pensar no que sentimos e reprimidos algo que pode explodir numa grande nuvem de jerda mais tarde.

Devemos encarar tudo de frente e acabar com as distrações de uma vez por todas?

Mas nem f*d3nd0…

Só precisamos encontrar o equilíbrio entre distrações e momentos de encarar os problemas pra manter a vida mais saudável e feliz, seja lá o que isso significa.

Você pode só definir todo fim de dia quais as coisas que precisam ser resolvidas no dia seguinte, priorizando assim o que deve e o que não deve fazer. Lembre-se, não é porque você ta fazendo 1 milhão de coisas que tá sendo produtivo no que importa na sua vida.

Você também pode definir quando e por quanto tempo vai jogar, assistir algo ou só viajar na maionese, colocando um alarme pra despertar em 15 minutos, por exemplo.

Eventualmente eu me encontro fugindo de certas coisas, com a mente cheia, as vezes é mais fácil só iniciar uma partida em algum jogo on line e fingir que tudo ficará bem, mas eventualmente me estresso mais, porque odeio perder, então achei coisas mais saudáveis.

Caminhar e meditar.

Chato, você diz. Sim, também achava, mas vamos analisar isso.

Assim como não posso deixar o carro na garagem muito tempo parado senão ele estraga, tenho pernas e um corpo inteiro que precisa de alguma atividade que o mantenha com o mínimo de bem estar possível, então caminhar é mais que uma atividade divertida, na verdade não acho divertido, é um saco, mas ficar doente é ainda pior e mais caro.

Meditar por outro lado é legal, no começo era chato, mas dai comecei a fingir que eu era um super herói e que meditar aumenta o meu controle dos poderes, não é difícil de fazer isso se você assistiu Cavaleiros do Zodíaco e sabe que o Shaka é muito f0d4.

Claro que cada um sabe da sua vida, mas se você perceber que suas distrações estão se tornando uma fuga dos seus problemas e interferindo em outras áreas ou se você está constantemente procrastinando, pode ser hora de buscar novas formas de fazer as coisas.

Tente identificar quais são os problemas e defina um plano para enfrentá-los, você não precisa fazer isso sozinho, é sempre bom ter alguém pra conversar e ter novas ideias do que pode ser feito.

O uso excessivo dessas distrações pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Então sai mais em conta encarar os problemas de frente do que ficar mascarando temporariamente e criando um ciclo vicioso de dependência emocional.

Agora, levanta essa bunda da cadeira e vai fazer algo pra resolver seus B.O.

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