Franciele Santana
Franciele Santana
Franciele Aparecida Santana é nutricionista graduada pela Universidade Federal de Ouro Preto e colunista de nutrição e alimentação no Mais Minas. Contato: francieleapsantana@gmail.com

Sabe aquela vontade de comer um docinho?

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que após o almoço ou jantar sente vontade de comer doce? Acredite! Essa não é apenas uma piadinha usada para justificar o desejo de consumir uma sobremesa. Existe explicação para isso.

O processo de digestão dos alimentos mais pesados é mais demorado; por isso, logo após o consumo o corpo ainda permanece com fome e assim surge a visualização e o desejo de “algo gostoso” para ser metabolizado mais rápido e “completar” a refeição. No entanto quando o doce cai na corrente sanguínea produz-se um pico de insulina, gerando uma rápida sensação de energia, mas logo a fome volta e assim ressurge a vontade de mais um docinho, e nessa sequência o pâncreas se acostuma a produzir altos níveis de insulina o que gera um ciclo vicioso e uma consequente ingestão compulsiva.

Outra justificativa é a chamada hipoglicemia reativa, que é a baixa de açúcares no sangue, em decorrência do processo de digestão, quando ocorre uma liberação excessiva de insulina, por isso, para elevar os níveis glicêmicos surge o desejo pelo consumo de doces.

O desejo por doces após o almoço ou jantar em alguns casos está relacionado à resistência à insulina, visto que nesta condição (obesidade ou diabetes) as células não recebem glicose, já que  a insulina é o hormônio que permite que as células captem a glicose para a produção de energia, sendo assim o organismo entende que precisa de mais energia , bem como uma fonte rápida dela, recorrendo então ao açúcar.

É importante não se deixar render à essa vontade se entregando ao consumo desregrado de açúcares simples. Obviamente não será um consumo esporádico e em pequena quantidade que será o causador de um ganho de peso ou desenvolvimento de diabetes, mas a falta de equilíbrio na alimentação e estilo de vida. Mas agora você já sabe de onde surge essa afirmação que constantemente se ouve nas mesas de refeição.

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