O que você procura?


A Fake News que toda avó já reproduziu

É comum que ouvir que misturar leite com manga resultará em incômodos gastrointestinais ou até mesmo a morte. No entanto, do ponto de vista científico essa afirmação não possui fundamento.

Franciele Santana 9 de junho de 2021 às 16:30
Tempo de leitura
2 min
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

Quando se fala em combinações alimentares polêmicas, um clássico é a da manga com leite. É comum que ouvir que misturar esses dois alimentos resultará em incômodos gastrointestinais ou até mesmo a morte. No entanto, do ponto de vista científico essa afirmação não possui fundamento.

Pode-se dizer que a proibição do consumo de manga com leite trata-se de uma “fake news” criada pelos senhores de engenho na época do Brasil colonial.  Naquele tempo, o leite era um produto caro e voltado para a elite, enquanto a manga era uma fruta bem abundante e muito consumida pelos escravos.

A fim de diminuir o consumo de leite pelos escravos e assim aumentar a quantidade disponível para comercialização, espalhou-se o mito de que manga e leite poderiam matar caso fossem consumidos juntos. Essa lenda foi se popularizando ao ponto de ser reproduzida até os dias de hoje.

É importante lembrar que o leite e seus derivados são fontes de cálcio de alta biodisponibilidade, enquanto a manga é uma fruta que possui nutrientes importantes como vitamina A e C, ferro e fósforo. Sendo assim, o consumo simultâneo desses dois alimentos pode ser bastante saudável, ao passo que fornece vitaminas e minerais essenciais para o nosso organismo.

É preciso que estejamos atentos ao que diz o senso comum, pois nem sempre aquilo que é comumente reproduzido se trata de uma informação verídica. Desse modo, aderir a certos comportamentos com base em afirmações sem embasamento cientifico pode impedir que gozemos de benefícios que poderíamos adquirir com facilidade pela alimentação.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 7 de setembro de 2021 às 16:36