O que você procura?


A paixão mundial é feita de chocolate

O chocolate é um dos ingredientes que chama atenção por ser um produto que apresenta infinitas possibilidades de textura, tonalidades e cores, agradando desde as crianças até os idosos, sendo muito utilizado na confeitaria, na produção de bombons, mousses, bolos e etc. 

Franciele Santana 7 de abril de 2021 às 17:54
Tempo de leitura
4 min
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

Um dos alimentos mais comentados e consumidos nos últimos dias foi o chocolate. O chocolate é um dos ingredientes que chama atenção por ser um produto que apresenta infinitas possibilidades de textura, tonalidades e cores, agradando desde as crianças até os idosos, sendo muito utilizado na confeitaria, na produção de bombons, mousses, bolos e etc. O cacau, espécie mais conhecida do gênero Theobroma, que significa “alimento dos deuses”, foi domesticado pela civilização Maia já em 400 a.C. Os maias plantavam o cacau, colhiam, torravam as sementes e as transformavam em uma pasta, que depois era misturada à água, pimenta, cereais e outros ingredientes. O resultado era uma bebida fermentada, fria e amarga, apreciada particularmente pelos reis e nobres, que a consumiam em celebrações importantes. 

Posteriormente, em 1519, o cacau foi redescoberto por Hernando Cortez em meio às conquistas no México. Nessas expedições, Cortez experimentou pela primeira vez o “Cacahuatt”, uma bebida que era muito apreciada pelo último imperador Asteca, Montezuma II. Ao observar que as sementes de cacau eram tratadas pelos astecas como algo muito valioso, ele resolveu levá-las para a Espanha. No entanto, os espanhóis não apreciaram muito a bebida. Porém, como o cacau tinha um enorme potencial como moeda de troca, foi pensando nas vantagens comerciais que se iniciaram as plantações de cacau nas ilhas conquistadas. 

LEIA TAMBÉM:  Aquele lanchinho rápido que às vezes a gente não resiste

Com o passar dos anos, os espanhóis passaram a diminuir a quantidade de especiarias que eram utilizadas pelos astecas e adicionar adoçantes à bebida original, tornando-a bem mais agradável ao gosto Europeu. O que fez com que a bebida (chocolate quente) começasse progressivamente a conquistar a elite espanhola. 

Por meio do comércio realizado pelos espanhóis, o chocolate passou a se difundir pelo mundo inteiro. Em meados de 1746 o chocolate chegou ao Brasil por meio do colono francês, Louis Frederic Warneaux, que inseriu o grão no estado do Pará e posteriormente as sementes de cacau foram plantadas na capitania de Ilhéus, na Bahia. No entanto, só após a revolução industrial foi que o chocolate passou a ter um preço acessível, vindo a se popularizar durante o século XIX. 

LEIA TAMBÉM:  Feijão ou fuzil?

Em 1828 o químico Coenrad Van Houten criou um processo que permitia retirar a manteiga de cacau das amêndoas. Com isso, obteve-se o cacau em pó e a manteiga, o que serviu de base para a produção do primeiro chocolate em barra do mundo. Criou, também, o tratamento para tirar o amargor do chocolate e para torná-lo solúvel em água. 

Em 1875, o mestre chocolateiro suíço Daniel Peter trabalhou junto com seu vizinho Henri Nestlé, que teve a função de fornecê-lo o leite condensado por ele criado, permitindo assim o desenvolvimento da receita de chocolate ao leite. Desde então, outras fábricas em diferentes países começaram a produzir diferentes tipos de chocolates que dominam o mercado até hoje, como amargo, meio amargo, branco, ao leite ou sem leite, entre tantas outras variedades que possam satisfazer os mais diferetes paladares.  

LEIA TAMBÉM:  Independência sem cortar as raízes

O chocolate ganha novos sabores quando agregado a especiarias, castanha, licores, aromas, flor de sal, frutas, dentre outros componentes. A variedade de formatos também é infinita e agrega valor ao produto final. Além disso, as formas de apresentação do chocolate vêm se diversificando cada vez mais de modo a despertar os cinco sentidos do consumidor, o que faz com que o chocolate seja cada vez mais famoso e apreciado mundialmente. 

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 3 de setembro de 2021 às 18:28