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Até a uva passa…

O consumo da uva passa existe desde a pré-história, quando as uvas caiam dos pés e secavam naturalmente ao sol.
Franciele Santana 8 de dezembro de 2021 às 22:33
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Chegou dezembro e com ele toda a expectativa das preparações das comemorações de Natal. Ingrediente típico dos cardápios natalinos é a uva passa, que divide opiniões sendo apreciada por uns e odiada por outros.

Durante a produção da uva passa os frutos passam pelo processo de secagem ou desidratação. Esses processos consistem em técnicas de conservação que visam reduzir o conteúdo de água da fruta, minimizando a possibilidade de deterioração microbiana e de reações químicas indesejáveis, sem que ocorram perdas de cor, aroma, sabor e textura. 


O consumo da uva passa existe desde a pré-história, quando as uvas caiam dos pés e secavam naturalmente ao sol. Atualmente, as uvas são produzidas no mundo todo e desidratadas artificialmente, com o objetivo de serem conservadas por mais tempo e resistir ao transporte por grandes distâncias. 

O costume de se adicionar uva passa aos alimentos típicos do Natal surgiu antes do início do cristianismo, com práticas romanas. Durante o solstício de inverno, era celebrado no hemisfério norte, o festival Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol invicto), entre 21 e 25 de dezembro. Nesse período de solstício de inverno, os europeus guardavam sementes e secavam frutas para garantir alimentos no inverno, visto que as baixas temperaturas prejudicavam a produção agrícola na estação. Nessa época, as pessoas realizavam comemorações nas quais utilizavam as frutas secas, sementes e oleaginosas. Nas classes mais altas da sociedade, era comum incluir até mesmo ouro na decoração dessas frutas secas.

Após o estabelecimento do Cristianismo no Império Romano, os festivais pagãos foram absorvidos e substituídos por celebrações cristãs, o que fez com que esse período se tornasse a celebração do Natal, mantendo alguns costumes como por exemplo, a uva passa nos alimentos.

Para os romanos, cada tipo de fruta seca tem um significado.  As passas carregam significados místicos de fartura, fertilidade e prosperidade, por isso as antigas civilizações as utilizavam como um ritual para se proteger contra a fome e pobreza. Além disso, a doçura proveniente das uvas secas era considerada um presente divino.

Não há nada de mau para quem aprecia o sabor da uva passa adicionar esse ingrediente no cardápio natalino, no entanto é importante ter cuidado, pois devido ao processo de desidratação, a concentração de glicose e frutose é maior quando comparada à fruta in natura, o que pode favorecer o excesso calórico e o aumento da glicemia. Além disso, o alto teor de fibras pode causar um efeito laxativo, o que pode não ser um resultado interessante. O importante é garantir uma alimentação saudável e afetiva, respeitando as preferências e individualidades, independente do motivo a ser comemorado.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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Última atualização em 8 de dezembro de 2021 às 22:54