21.5 C
Belo Horizonte
quarta-feira, 30 novembro 2022

Brasil no Qatar: Nunca será só futebol

Os muçulmanos só comem carnes consideradas Halal, sendo elas de frango ou bovinos; já os peixes são considerados Halal por natureza, devido ao fato de saírem vivos da água, enquanto os suínos são considerados impuros pelo modo como se alimentam e por estarem ligados a ambientes de sujeira, tendo, portanto, seu consumo proibido.

Desperdício de alimentos: um problema global

A nível mundial, milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas a cada ano e o Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam comida no mundo

A alimentação adequada é um Direito Humano

Precisamos falar sobre o Direito Humano à...
Franciele Santana
Franciele Santana
Nutricionista, natural de Ouro Preto/MG, e uma admiradora da arte da escrita, almejo proporcionar saúde compartilhando meus conhecimentos de modo a agregar melhorias na vida do maior número de pessoas possível.

BLW – A alimentação complementar de sucesso

O período de introdução da alimentação complementar de uma criança é uma fase cercada de muitas dúvidas e novidades, mas também muito aprendizado, tanto para o bebê quanto para o seu círculo de convívio. Muitas estratégias são geralmente adotadas, mas nenhuma é tão interessante quanto o método BLW (Baby led Weaning), que em português significa desmame guiado pelo bebê.

A abordagem BLWpara a introdução alimentar consiste em oferecer os alimentos em pedaços, para que o bebê coma sozinho, sem colher, evitando a oferta de papinhas, sucos e purês. Esse método pode ser utilizado logo no início da introdução complementar do bebê, que marca a transição de uma alimentação composta apenas pelo leite materno para a introdução de alimentos sólidos complementares.

 Os principais benefícios do método BLW são melhorar a coordenação motora do bebê, melhorar a aceitação dos alimentos, estimular a fala, incentivar a mastigação, prevenir sobrepeso e obesidade, além de aumentar a interação com a família. Para iniciar este método o bebê deve ter pelo menos 6 meses de idade, conseguir se sentar sozinho e sem apoio, sustentar bem a cabeça e o pescoço, e segurar bem os alimentos com as mãos, para levá-los até a boca.

Durante o método, o bebê deve ficar sentado à mesa e fazer as refeições junto com os pais, ou responsáveis, o que além de proporcionar segurança, aumenta o vínculo entre eles. É necessário que a alimentação do bebê seja feita somente com alimentos naturais, como legumes, cereais e tubérculos cozidos, frutas, carnes em tiras ou ovo cozido cortado ao meio, por exemplo. É recomendado começar o método oferecendo alimentos mais macios para o bebê, que podem ser partidos durante a mastigação com ou sem dentes. Porém, os alimentos não podem estar muito cozidos / moles e as frutas muito maduras, pois isso pode dificultar a pega do alimento pelo bebê.

É importante lembrar que a capacidade de realizar movimentos de mastigação não depende da presença de dentes, uma vez que as gengivas do bebê são eficazes para mastigar todos os alimentos, exceto os mais duros. Mas, em caso de dúvidas se o bebê conseguirá ou não amassar os alimentos com a gengiva, os pais ou responsáveis podem fazer um teste, colocando o alimento na própria boca e tentando amassar com a língua no céu da boca.

O momento da alimentação deve ser sempre supervisionado pelos pais, ou responsáveis, que devem ficar atentos aos sinais de fome e saciedade do bebê, além de evitar possíveis engasgos. Para evitar engasgos, deve-se evitar oferecer alimentos cortados em rodelas ou redondos, como uvas; vegetais crus; maçã crua; oleaginosas, como amêndoas, amendoim e nozes; e pipoca, por exemplo.

Até 1 ano de idade, a principal fonte de nutrientes ainda é o leite materno, e após esse período a amamentação ainda é recomendada até os 2 anos. Desse modo, o principal objetivo do BLW  é que o bebê conheça os alimentos, que os explore, descubra e sinta, favorecendo o desenvolvimento sensorial, visto que com as diferentes cores, texturas, formatos, cheiros e tamanhos o bebê consegue explorar melhor cada tipo de alimento oferecido. 

Em suma, para garantir uma introdução da alimentação complementar bem sucedida é fundamental deixar o bebê interagir livremente com o alimento, tocando-o, brincando e se sujando, se necessário; bem como permitir que o bebê coma no seu próprio ritmo, sem ser pressionado ou interrompido, visto que o bebê normalmente para de comer quando está saciado ou perde a curiosidade pelo alimento que está no prato, o que sugere o desenvolvimento da sua capacidade de percepção de fome e saciedade.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Você pode gostar também:

RECENTES

Veja também sobre: