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Da Idade Moderna aos dias atuais: mudanças e diferenças como palavras chaves

As Grandes Navegações marcaram o processo de mudanças responsável pelo início da Idade Moderna. Além disso, nesse período o movimento cultural e intelectual conhecido como Renascimento, despertou a liberação dos prazeres, dentre eles o prazer gastronômico.

Franciele Santana 26 de janeiro de 2021 às 11:32
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3 min
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

As Grandes Navegações marcaram o processo de mudanças responsável pelo início da Idade Moderna. Além disso, nesse período o movimento cultural e intelectual conhecido como Renascimento, despertou a liberação dos prazeres, dentre eles o prazer gastronômico.

A descoberta oficial da América, bem como as outras viagens realizadas por Cristóvão Colombo, possibilitaram a obtenção de novos ingredientes de cozinha. Como exemplos de alimentos provenientes da América podemos citar o tomate, batata, abacaxi, abacate, amendoim, baunilha, milho, mandioca, feijão e pimentas.

Os cereais eram bastante valorizados, enquanto os tubérculos, principalmente a batata, foram desvalorizados pelos europeus, sendo utilizada para alimentar porcos, prisioneiros e camponeses pobres. O milho, quando introduzido na Europa, também foi utilizado pelas camadas sociais mais pobres. Dessa forma, o milho e a batata foram os alimentos mais significantes para a população menos favorecida em recursos alimentares, enquanto o cacau, a baunilha e o tomate marcavam presença à mesa dos ricos.

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  A agricultura que antes era de subsistência, passa a ter fins comerciais. E surge o açúcar, sendo chamado de “ouro branco”, sendo restrito às elites. Já na idade contemporânea a agricultura de mercado continuou crescendo passando a ser cultivada e consumida uma variedade cada vez maior de frutas e verduras ocorrendo, nesse período, a popularização do açúcar, e um aumento no consumo de ovos e gorduras, tanto de origem vegetal quanto animal.

Fatores como desigualdade econômica, condições climáticas, além dos costumes religiosos e da educação alimentar influenciam nos padrões de consumo.

Pode-se notar o quanto as diferenças de recursos interferem na disponibilidade de alimentos, do mesmo modo, pode-se perceber que, mesmo nos dias atuais, regiões mais desenvolvidas consomem diferentes proporções e tipos de alimentos, se comparadas àquelas em desenvolvimento.

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Nas áreas desenvolvidas predomina-se o consumo dos alimentos de origem animal, variados tipos de vegetais, frutos, açúcares e bebidas, enquanto naquelas em desenvolvimento são consumidas grandes quantidades de cereais e o consumo de vegetais e frutas é menor do que nos países desenvolvidos, sendo o consumo de alimentos de origem animal bastante reduzido.

A baixa disponibilidade de alimentos em países em desenvolvimento é muitas vezes acompanhada de alta desnutrição e fome. Enquanto o crescimento demográfico, industrialização, urbanização, mudam o estilo de vida e favorecem o sedentarismo, possibilitando problemas de saúde como a obesidade, a hipertensão e alguns tipos de câncer.

Ao longo da história os hábitos alimentares sofreram consideráveis mudanças até chegar aos dias de hoje, quando, em geral, a alimentação é pobre em fibras, rica em açúcar e farinha refinada. No entanto, mudanças acontecem a todo o momento, dessa forma, sempre é tempo para que sejam feitos esforços para que o acesso a uma alimentação nutricionalmente adequada e sustentável se torne um padrão.

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* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 31 de agosto de 2021 às 11:42