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Desejos de grávida: Verdade ou mito?

Um dos relatos bastante comuns das gestantes é a alteração na ingestão alimentar. Além da mudança nos gostos anteriores, à gestação também podem ocorrer os conhecidos desejos.

Franciele Santana 18 de maio de 2021 às 18:47
Tempo de leitura
3 min
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

Um dos relatos bastante comuns das gestantes é a alteração na ingestão alimentar. Além da mudança nos gostos anteriores, à gestação também podem ocorrer os conhecidos desejos.

Durante o período gestacional algumas mulheres ficam com vontade de comer alimentos diferentes em horários estranhos. Pode acontecer também de passarem a comer um alimento que não gostavam tanto e deixar de gostar das comidas que antes eram preferidas. Isso pode ser justificado pelo fato de que o olfato fica aguçado e os cheiros incomodam mais, além disso, os enjoos podem modificar o paladar e a oscilação hormonal também pode influenciar nas escolhas, visto que os maiores responsáveis pela alteração do apetite são os hormônios prolactina e progesterona.

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O essencial é que a fome e as vontades sejam respeitadas. Quando o desejo for muito forte, o alimento pode ser consumido sem culpa, mas sem exageros. Tenha atenção para identificar a fome emocional, pois é absolutamente normal que haja sentimentos de ansiedade e insegurança durante a gestação, mas é importante que não se desconte os diferentes sentimentos na comida, afim de se evitar que se consuma mais do que necessário.

No primeiro trimestre da gestação, há um aumento da frequência cardíaca e do volume do sangue da mãe, por isso, nesse período, a ingestão de ferro, ácido fólico, zinco e cálcio possuem considerável importância, sendo assim a deficiência pode ser a causa de desejos estranhos, os quais se tratam de desordens alimentares denominadas “Picamalácia”. A Picamalácia é caracterizada pela ingestão de substâncias com pouco ou nenhum valor nutritivo, comestíveis ou não. Além da deficiência de nutrientes os fatores emocionais, culturais, socioeconômicos e ambientais também estão associados a essa desordem alimentar.

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Ao notar o surgimento desses desejos atípicos, é essencial que o médico ou nutricionista seja consultado, afim de verificar, por meio de exames, a ocorrência de transtornos, como anemia, constipação, distensão, problemas dentários, infecções, ou interferência na absorção de nutrientes. Ao diagnosticar alguma deficiência, o profissional capacitado poderá adotar a conduta adequada para recuperação do estado nutricional e atendimento das necessidades diárias de energia e nutrientes.

Uma mãe está sempre atenta às necessidades do filho, esse instinto deve ser usado já durante a gestação, quando a mulher precisa reconhecer os sinais que seu corpo envia para indicar o que está merecendo atenção.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 3 de setembro de 2021 às 18:53