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sábado, 24 setembro 2022

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Franciele Santana
Franciele Santana
Nutricionista, natural de Ouro Preto/MG, e uma admiradora da arte da escrita, almejo proporcionar saúde compartilhando meus conhecimentos de modo a agregar melhorias na vida do maior número de pessoas possível.

Muito se fala sobre quando ocorre aumento nos preços da cesta básica, sendo assim, é importante que saibamos um pouco mais sobre ela.

A Cesta Básica Nacional foi regulamentada pelo decreto nº 399 do governo federal, em 30 de abril de 1938, e consiste em uma lista formada por 13 produtos considerados fundamentais para a subsistência de uma pessoa durante um mês, assim como a quantidade necessária de cada item.

Esse decreto teve como objetivo atribuir o valor de uma cesta básica como um dos componentes de definição do salário mínimo, desse modo, o valor do salário deveria ser suficiente para que a pessoa pudesse arcar com os custos da alimentação básica para a sobrevivência além de outros custos essenciais, como moradia, por exemplo. Ainda hoje, o governo se baseia nesses valores, que variam de acordo com o custo de vida em cada região do país, para estabelecer o reajuste anual do salário-mínimo; no entanto, o preço médio da cesta básica no Brasil, atualmente, representa cerca de 55% do salário mínimo. 

 Diversos itens compõem a cesta básica, e a quantidade de cada ingrediente pode variar de acordo com os hábitos alimentares de cada região do país. A listagem regulamentada pelo governo federal não traz, necessariamente, os mesmos itens presentes nas cestas básicas que as empresas distribuem aos funcionários, visto que as cestas fornecidas pelas empresas e vendidas em supermercados são, geralmente, compostas por itens não perecíveis, por isso não incluem carne, verduras e frutas, embora eles sejam considerados produtos essenciais. Em contraponto, existem cestas que contemplam produtos de higiene, como creme dental,sabonete, etc.

Os 13 itens que compõem a Cesta Básica Nacional são levados mais em consideração nos cálculos de como anda a economia, sendo eles: carne; leite; feijão; arroz; farinha; batata; tomate; pão; café; banana; açúcar; óleo e manteiga.

As necessidades de cada família podem variar, no entanto, para que seja possível pensar em qualidade de vida é preciso que seja garantido no mínimo o básico para a sobrevivência. Que utilizemos esse parâmetro no momento de escolher nossos próximos governantes, para que possamos alcançar um país mais justo e no mínimo sem fome ou miséria.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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