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terça-feira, 16 agosto 2022

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Preciso suplementar vitaminas?

Franciele Santana
Franciele Santana
Nutricionista, natural de Ouro Preto/MG, e uma admiradora da arte da escrita, almejo proporcionar saúde compartilhando meus conhecimentos de modo a agregar melhorias na vida do maior número de pessoas possível.

Ao mesmo tempo em que a obesidade é considerada uma epidemia global, grande parcela da população mundial tem alguma deficiência de vitamina. Isso ocorre principalmente devido ao aumento do consumo de alimentos ultra processados e refinados, ricos em calorias mas pobres em nutrientes.

Como vitaminas, minerais e aminoácidos são fundamentais para o funcionamento do nosso corpo, na falta deles, em alguns casos, o organismo pode reagir como se estivesse entrando em estado de desnutrição, mesmo estando alimentado. O diagnóstico de deficiência nem sempre é dedutivo, visto que muitas pessoas podem apresentar carência de vitaminas sem apresentarem sintomas, por isso, periodicamente devem ser realizados exames para verificar as dosagens e assim possibilitar um tratamento precoce quando houver necessidade.

A constante busca por uma vida mais saudável faz com que muitas pessoas adotem por conta própria o consumo de suplementos de vitaminas e minerais; no entanto, para a grande maioria das vitaminas não há uma evidência clara quanto ao benefício da suplementação em pessoas saudáveis.

Embora possam ser adquiridas facilmente sem prescrição médica, as vitaminas são indicadas para situações específicas, como em casos de deficiência de nutrientes, em grupos de risco ou em determinadas condições fisiológicas. E, ainda assim, caso seja detectada a necessidade. Podemos citar alguns exemplos de situações em que a suplementação vitamínica é comprovadamente benéfica.

Gestantes: durante a gestação recomenda-se que seja feita suplementação de ácido fólico e ferro, que diminuem o risco de má formação fetal e de anemia, respectivamente. O ideal é que a suplementação com ácido fólico se inicie antes da mulher engravidar e continue posteriormente de acordo com a indicação médica.

Pessoas com idade acima de 60 anos: nessa faixa etária é mais prevalente a ocorrência de doenças e o uso de medicações que afetam a absorção vitamínica, além disso, ocorre uma menor exposição ao sol, desse modo, é importante que se investigue, principalmente, a carência de vitamina B12 e vitamina D, para que sejam suplementadas, quando necessário, visto que a vitamina D é encontrada em poucas fontes alimentares.

Pacientes com problemas gastrointestinais e praticantes de dietas restritivas: Pessoas que sofrem de doenças intestinais; as que passaram por procedimentos para tratar a obesidade (como cirurgia bariátrica e balão gástrico) ou que sofrem de problemas nutricionais devido a hábitos de vida, como o etilismo ou dietas muito restritivas, merecem uma atenção especial e podem ter carência de diversos minerais e vitaminas, como vitaminas do complexo B para etilistas e pessoas que realizaram cirurgia bariátrica, e vitamina C para tabagistas.

Atletas de alto rendimento: Alguns minerais e vitaminas (como a vitamina C e as do complexo B) são perdidos no suor, portanto a suplementação desses micronutrientes pode ser benéfica para o desempenho de atletas de alto rendimento.

A suplementação de vitaminas ou minerais deve ser prescrita por um médico ou nutricionista após consulta e exames específicos, pois são esses os profissionais capacitados para definir a substância e a quantidade que deve ser suplementada, bem como a duração do tratamento, que deve ter acompanhamento durante e depois.

É imprescindível que se tenha em mente que em situações normais de saúde, uma alimentação equilibrada e uma exposição solar adequada, em geral, são suficientes para o aporte vitamínico diário, desse modo, quando não se tem uma recomendação de um profissional para o uso, ingerir multivitamínicos além de não proporcionar benefícios pode até ser prejudicial à saúde.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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