19.5 C
Belo Horizonte
quarta-feira, 28 setembro 2022

O que seria o básico?

Muito se fala sobre quando ocorre aumento...

Você não é só o que você come

Assim como selecionamos os alimentos que vamos...

“Sobre” pressão

Ao aferir nossa pressão arterial estamos identificando...

Soluço tem solução

Franciele Santana
Franciele Santana
Nutricionista, natural de Ouro Preto/MG, e uma admiradora da arte da escrita, almejo proporcionar saúde compartilhando meus conhecimentos de modo a agregar melhorias na vida do maior número de pessoas possível.

Quantas vezes já sofremos aquele comum incômodo do soluço? Nessas horas nos perguntamos qual a causa deles.

O soluço é uma contração repentina e involuntária do diafragma, músculo que divide o tórax do abdômen e é diretamente associado à respiração. Quando ocorre esse espasmo a glote se fecha durante a inspiração ,prejudicando a passagem de ar para os pulmões, fazendo com que  seja emitido o som característico do soluço.

Ainda não se sabe exatamente quais são as causas dos espasmos. O que se sabe é que existe um nervo que controla os movimentos do diafragma, mas sabe-se que os principais estímulos associados a eles são:

  • Comer grande quantidade de alimentos e muito rápido: exagerar na refeição leva a uma distensão do estômago, capaz de provocar movimentos anormais do diafragma.
  • Tomar bebidas alcoólicas ou bebidas carbonatadas: pelo fato de também provocarem distensão do estômago, bebidas como cerveja, refrigerante ou mesmo água com gás podem gerar soluço.
  • Dar muita risada: neste caso, o estímulo anormal se dá devido ao excesso de deglutição de ar.
  • Misturar alimentos de diferentes temperaturas: comer alimentos muito quentes enquanto toma uma bebida muito fria também pode provocar espasmos involuntários do diafragma.
  • Doenças gastrointestinais: refluxo, esofagite e laringite são algumas das doenças que costumam ter o soluço como sintoma.

Algumas medidas caseiras são comumente utilizadas para a interrupção do soluço, tais como:

– Prender a respiração por alguns segundos: o segredo está em respirar fundo antes, de preferência enchendo o abdômen em vez do peito. Feito isso, prenda a respiração pelo tempo que puder. Essa alternativa está relacionada ao nível de CO₂ (gás carbônico) no sangue. Quando essa concentração aumenta, ela pode ajudar a contrair o diafragma e acalmar o nervo frênico, interrompendo esse reflexo.

– Consumir água bem gelada: Assim se consegue garantir a temperatura necessária para alterar o estímulo do diafragma. A ingestão de água gelada é associada tanto à mudança de vibração do diafragma quanto a um estímulo do nervo vago, que é ligado à secreção de líquidos digestivos e também afeta o diafragma.

– Outro método popular é a aplicação de um susto: Segundo o Ministério da Saúde, um susto pode mudar o ritmo da respiração, fazendo com que o ritmo retorne ao estado anterior ao soluço. A entrada brusca de ar que ocorre no momento do susto provoca um alerta que libera, na corrente sanguínea, um composto químico chamado catecolamina, que é capaz de regular o funcionamento do nervo frênico (responsável pelo processo de inspiração do diafragma).

De maneira geral, mesmo sem o uso de táticas caseiras, o soluço costuma desaparecer dentro de alguns minutos e não representa danos à saúde. O problema é quando ele chega a durar mais de 24 horas. O soluço, quando persistente, é um sintoma que pode ser associado a diversas doenças, dentre elas o refluxo esofágico (lembrando que este pode ser tanto uma causa quanto uma consequência do soluço persistente), ou mesmo causado por uma irritação ou lesão dos nervos frênicos e vagos, mas há diversas outras possibilidades envolvidas. Sendo assim, é importante que o caso seja avaliado por um médico que investigará as possíveis origens dessa condição, e a partir daí traçar um tratamento.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Você pode gostar também:

RECENTES

Veja também sobre: