24.4 C
Belo Horizonte
quarta-feira, 17 agosto 2022

A necessidade do toque

Não existe nada maior do que a...

A guerra do interesse vazio

Desde que o nosso planeta começou a...

Intolerância, sentimento difícil de tolerar

É realmente incrível como a intolerância religiosa...

A crocodilagem

Semana passada a revista veja publicou uma reportagem onde um ex-assessor de Bolsonaro cujo apelido é jacaré, relatou que desde a década de 90, o esquema conhecido como “rachadinha”, entrou na família Bolsonaro sendo praticado por Ana Cristina Valle, ex-esposa do então deputado federal na época, Jair Messias Bolsonaro. A prática recebeu esse nome, pois se trata de um esquema onde um parlamentar transfere para si boa parte do salário de um funcionário. Ainda segundo relatos do ex-assessor, o esquema funcionava na sala do próprio Flávio Bolsonaro, e chegou a movimentar quase dois milhões de reais. Desconcertado perante a repórter, jacaré afirmou que embora o esquema fosse muito movimentado, Jair Bolsonaro e seus filhos não sabiam de nada. Isso me faz lembrar de um conto, “A roupa nova do Rei”. Um bandido fugido de outro reino, decidiu se esconder e fingir ser um alfaiate que conseguia tecer roupas lindas, que somente as pessoas inteligentes conseguiam ver. O rei, vaidoso como era, ordenou para que o suposto alfaiate lhe fizesse uma roupa, e que em troca lhe pagaria com muito ouro. O ladrão recebeu um baú cheio de recursos valiosos, linhas de ouro, sedas raras entre outros, ele guardou tudo aquilo em um lugar seguro e começou a tear a roupa com o material invisível. Quem passava pelo local, por motivos óbvios não enxergava nada, mas não querendo se passar por burro dizia que a roupa estava ficando linda. Passado um certo tempo, o rei impaciente pela demora, ordenou para que o alfaiate lhe entregasse a roupa. No dia do evento, várias pessoas da nobreza estavam presentes, então o suposto alfaiate entrou no grande salão carregando em suas mãos o traje invisível e entregou-o para o rei, que mesmo não vendo nada falou; “a roupa ficou linda”, e as pessoas que estavam presentes, não querendo se passar por burras concordaram com sua majestade. O rei vestiu a suposta roupa e saiu pelas ruas do reino todo imponente. Por onde passava todos admiravam a roupa nova do rei, até que um menino que estava presente falou; “estou vendo o rei pelado”. Todos se admiraram com a pureza da criança e começaram a confessar que aquilo tudo era uma farsa. Quando ficou sabendo da reportagem da revista veja, o filho do então presidente da república, Flávio Bolsonaro, querendo fazer o papel do rei da roupa invisível, negou a veracidade da reportagem e também todos os acontecimentos narrados.  É incrível como algumas pessoas tentam fazer com que enxerguemos segundo a ótica deles, e pensar que existem pessoas que agem da mesma forma que os súditos da fábula, concordam com aquilo que é negado.  Negar um fato é o mesmo que concordar que uma pessoa está vestida com uma roupa invisível, e me parece que a família Bolsonaro é especializada nesse tipo de coisa. Qualquer coincidência da reportagem com o conto é mera semelhança.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Você pode gostar também:

RECENTES

Veja também sobre: