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Riqueza de tolo

Flávio L. Barbosa 25 de novembro de 2021 às 15:01
Tempo de leitura
3 min
Foto: ONU News/Laura Quiñones
Foto: ONU News/Laura Quiñones
Nascido em São Paulo – Capital, atualmente com 56 anos de idade, o autor é psicólogo clínico, tem especialização em psicanálise pela Universidade Federal de São Paulo e também é formado em letras. Trabalhou durante anos como professor universitário e atua como escritor. Começou sua carreira escrevendo livros técnicos, mas atualmente escreve contos voltados ao terror psicológico. Através de uma escrita irreverente e crítica, gosta de escrever a respeito de temas como; alienação, pensamento crítico e sociedade.

Durante o mês de novembro desse ano, foi realizada a conferência das nações unidas sobre as mudanças climáticas ocorridas em todo planeta terra. Líderes de todos os países compareceram para discutir o assunto.

Várias promessas foram feitas e também metas foram traçadas a fim de evitar que o nosso querido planeta não seja destruído pelas catástrofes naturais que estão ocorrendo atualmente, e que foram provocadas por nós mesmos no decorrer dos anos. Neve no Brasil, enchentes e calor insuportável em todos os países da Europa, vulcões na Espanha e Itália, inundações no Canadá, Tsunamis nos países orientais, terremotos na América Central, entre outros.


Para quem assistiu e acompanhou todos os detalhes do reality show da conferência do clima, notou o discurso evasivo da maioria dos líderes mundiais, prometendo que o problema do aquecimento global será solucionado com uma data pré-definida, como se esse tipo de promessa merecesse algum tipo de prêmio. A discussão foi levada tão a sério, que nessa edição da COP26, os dois países que mais poluem a terra, China e Rússia, não tiveram representantes.

Segundo Bertrand Russel, “o ser humano nasce ignorante, mas não idiota, ele torna-se um idiota pela educação que recebe da sociedade”.

Olhando por cima eu me pergunto; será que é possível elevar a economia de uma nação acabando com a própria nação? Essa relação quimérica em achar que se pode construir algo destruindo, é a mesma relação que existe em fazer guerra em nome da paz, ter uma união estável pensando em separação, ou andar de carro novo sem os pneus e os bancos, tudo história para boi dormir. Talvez somos a única forma de vida em todo o universo, que precisa de incentivo para não acabar com a própria vida.

Se os alienígenas observassem a nossa rotina aqui na terra, eles diriam que o dinheiro é o nosso Deus, pois todas as nossas ações e motivações giram em torno do lucro, até mesmo a nossa própria sobrevivência. Estamos vivendo um cataclismo mundial, a ambição ultrapassa os limites da nossa razão. Não existem mais formas de nos enganar, o planeta está sendo destruído, e se alguma atitude séria não for tomada a tempo, consequentemente em um futuro próximo deixaremos de existir.

É tolice achar que temos riqueza, assim como é tolice achar que podemos enxugar gelo. A medida do valor de algo se avalia pela necessidade e não pelo objeto em si, afinal quem é mais rico no deserto, uma pessoa que carrega consigo uma mala com muito dinheiro, ou outra pessoa que possui um copo com água?

É triste dizer isso, mas nosso precioso legado atual nada mais é do que a famosa riqueza de tolo.

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* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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Última atualização em 25 de novembro de 2021 às 15:10