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domingo, 27 novembro 2022

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Portal Mais MinasColunasOlhar EsportivoSobram campanhas, faltam atitudes!

Sobram campanhas, faltam atitudes!

Infelizmente o racismo ainda se encontra presente no meio da humanidade, na desumanidade. Vez ou outra os desumanos que vivem escondidos entre os humanos deixam cair suas máscaras e escancaram seu preconceito.

No meio do futebol atitudes racistas ocorrem com uma freqüência assustadora, dentro e fora de campo. Talvez por ser um meio onde a racionalidade normalmente fica de lado, o que facilita que as pessoas liberem os seus instintos e fujam da compostura politicamente correta e falsa que adotam diante da sociedade.

Episódios recentes ocorridos na Europa trouxeram novamente este assunto à pauta e aos noticiários, e o mesmo nunca deveria e nem deve sair de lá até o dia em que seja erradicado de vez (sonhar não custa nada). Saudações nazista fizeram os Búlgaros frente aos negros da seleção inglesa; os italianos, os russos e os ucranianos imitaram macacos frente aos jogadores negros dos rivais e até do próprio time; “olha sua cor” disse o brasileiro ao segurança, isso mesmo brasileiro, o racismo infelizmente não é um “privilégio” do Europeu. Agora eu me pergunto qual seria a cor do brasileiro?

A FIFA com certeza lançara suas campanhas, aliás, elas sempre estiveram presentes, ‘say no to racism’ é a ultima delas. As “#” se multiplicarão pelas redes sociais, os clubes cujas torcidas estão envolvidas soltarão suas notas de repúdio, mas, e aí? Será que somente campanhas publicitárias, hashtags e notas de repúdio bastam para darmos um basta no racismo?

É preciso mais que isso, as campanhas e notas precisam vir acompanhadas de atitudes. As notas de repudio, precisão virar repúdio também na prática e não apenas no papel. As campanhas de conscientização precisão vir acompanhadas de punição, e punição severa, aos não conscientizados.

Clubes e principalmente a FIFA precisam ser menos vagarosos ao tratar estes casos, é preciso provar que futebol não é “terra de ninguém” como muitos pensam ser, embora, as instituições que o governem favoreçam esta impressão.

O racismo não deve ser relevado e muito menos tolerado, não existe tolerância para com os intolerantes.

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