João Paulo Silva
João Paulo Silva
Estudante de Letras apaixonado por livros, literatura, música e cinema. Além de escrever sobre esses temas, edito as redes sociais do Mais Minas. Contato: [email protected]

Declaração de amor à Língua Portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA… PÁTRIA MINHA

O idioma… E o da língua Portuguesa,
é uma das línguas mais falada do mundo;
a mesma faz parte de minha história de vida,
assim como também de muitos outros brasileiros;
no meu caso, através do meu sobrenome “Barros”,
quando Fernão de Oliveira e João de “Barros”
criaram as primeiras gramáticas da língua Portuguesa
no século XV, normatizando oficialmente o idioma.

Em tempos idos precisamente há cinco séculos
com a expansão de novos descobrimentos de terras,
a língua Portuguesa sai de sua origem primitiva “Portugal”
e enterra, definitivamente, seu umbigo, linguístico, em outros continentes.

Já em meados do século XX,
houve a necessidade de criar um tratado internacional
para criar uma ortografia unificada;
assim em 1990 representantes de países como: Moçambique,
Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe,
e o gigante Brasil assinaram um acordo Ortográfico
Definindo de vez a regra ortográfica a ser usada entre ambos.

Em 1964 após onze meses de nascido
a Língua Portuguesa: pt-BR) entrou em minha vida
Quando eu pronunciei pela primeira vez
os ícones palavras infantis: Papai, Mamãe!

(Do poeta e escritor brasileiro Xavier de Barros, escrito especialmente para o Mais Minas)

Hoje, 5 de maio, nove países, em quatro continentes – África, América, Ásia e Europa – com língua oficial portuguesa celebram o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e o Timor-Leste.

A comemoração do dia da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona foi instituído em 20 de julho de 2009, através da resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, decorrida na cidade da Praia, Cabo Verde.

A língua portuguesa, “a última flor do Lácio” – nomeada pelo poeta brasileiro Olavo Bilac – tem a sua origem no latim vulgar, em uso no território chamado Lusitânia pelos romanos. Esta região corresponde aproximadamente a atual Portugal e à região espanhola de Galiza.

O galego-português foi uma língua românica que se falou na idade média e que teve o seu auge a partir do final do século XII até meados do décimo sexto. Desta língua evoluíram o galego e o português quando os reinos de Portugal e de Galiza remarcaram suas fronteiras.

De acordo com a RTP, emissora de tv portuguesa, a Língua Portuguesa é neste momento utilizada por 261 milhões de pessoas, sendo a quarta língua mais falada no mundo, atrás do mandarim, do espanhol e do inglês.

Se as projeções demográficas das Nações Unidas estiverem certas, em 2050 haverá cerca de 387 milhões de lusofalantes em todo o mundo. Até final do século esse número deverá aumentar até aos 487 milhões.

No Brasil, o idioma português também é celebrado no dia 5 de novembro. Esta data foi instituída no país através do decreto de lei nº 11.310/2006. Em Portugal, há também a comemoração do dia 10 de junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

O que seria de nós se não fosse a língua portuguesa? A única língua que compreende o que é a saudade e também a única que faz um cafuné gostoso com as palavras. Veja abaixo alguns depoimentos e declarações de amor de amantes da nossa língua dentro e fora do Brasil:

“Eu sou bilíngue espanhol/galego. O galego é uma língua irmã do português. Por isso, eu sinto o português muito próximo. É quase uma terceira língua nativa para mim. Eu morei 11 anos no Brasil, por isso, costumo dizer que sou meio brasileiro. Minha esposa é brasileira e tenho outros familiares próximos que moram no Brasil. Atualmente eu e minha esposa residimos em Santiago de Compostela, na Espanha. Aqui, na Universidade de Santiago de Compostela, temos um grupo de pesquisa, o GALABRA, que trabalha com lusofonia e recentemente organizou uma palestra da cantora, compositora e professora Adriana Calcanhotto”. – Óscar Curros, jornalista e tradutor de Galícia, Espanha.

“Escolhi a língua portuguesa porque acho esta língua uma mistura de grego e árabe, latim e idiomas africanos, uma língua que une e não separa.” – Matteo Pupillo, italiano licenciado em Língua e Literatura Portuguesa pela Universidade de Bari, na Itália, e mestrado em Estudos Portugueses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova Lisboa, Portugal.

“A Língua Portuguesa é o meio através do qual me expresso e realizo minhas atividades, enquanto universitário. Portanto, ela é tudo para mim, como um meio de comunicação”. – Nicolas Constantini, estudante brasileiro de Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

“Angola é um país que apresenta uma pluralidade cultural, linguística, étnica, etc., visto que é composto por indivíduos que, do ponto de vista geográfico, estão separados por uma significativa extensão territorial e, portanto, cada um deles apresenta características peculiares ao seu grupo de origem. Fomos, durante muito tempo, colônia de Portugal, fato que influenciou no aparecimento da língua portuguesa em solo angolano. Em Angola, do ponto de vista da sintaxe, é incomum ouvirmos construções como: (vou queixar-me de ti ao pai); o comum é ouvirmos: (vou te queixar no pai); é incomum ouvirmos (vou beijá-la), o comum é ouvirmos (vou li beijar), etc. Pensar que em Angola se fala uma língua portuguesa corrompida equivale a afirmar que todos os países lusófonos falam, igualmente, essa língua corrompida, visto que, desde a sua formação, muitos processos aconteceram para que ela chegasse até onde chegou (e ainda há de chegar). Mesmo para a formação do português que é tido como padrão, vários foram os caminhos pelos quais ela passou. Portanto, não podemos ser condenados por seguir a ordem natural – e lógica – da língua. Que nos perdoem os “donos” da língua, mas não é possível falarmos todos da mesma forma”. – Famoroso José Barroso Alberto, estudante universitário de Linguística Portuguesa pela Escola Superior Pedagógica do Kwanza Norte e Professor de Língua Portuguesa em Angola.

A Língua Portuguesa é de suma importância para mim e para o povo da minha terra, porque é a língua que unifica o país. Somos um país com várias línguas nacionais, ou seja, em cada região do nosso país, há uma língua nacional que predomina. A LP precisa ainda trilhar muitos caminhos e vencer várias barreiras, mas ainda a LP tem grande importância, pois é por meio dela que nos comunicamos, pensamos e agimos”. – Adalberto Cabral, formado em Letras (Português / Linguística) pelo Instituto Superior de Ciências de Educação do Huambo (ISCED), Angola.

Viva a Língua Portuguesa!

Leia também: Feliz Dia Mundial do Livro!

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