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Ser diferente é normal

Pedro Luiz Teixeira de Camargo 16 de julho de 2019 às 22:30
Tempo de leitura
3 min

Uma das maiores dificuldades dos seres humanos é lidar com o que ele acha diferente. Pode ser a nível físico, sexual ou até mesmo mental. É realmente impressionante observar como o que a sociedade julga como diferente a assusta.

Esse medo, no caso de deficiências e transtornos por exemplo, ocorre pela dificuldade de ver o mundo sob o ponto de vista do outro, afinal é muito estranho pensar que alguém veja o mundo pelas mãos, ouça pelos olhos, ou ainda desenvolva outros sentidos para compreender o mundo ao redor, só para citar alguns casos…


O que poucos percebem é que aqueles que são vistos como diferentes percebem no olhar do outro o tom acusador, condenatório e, até mesmo, desprezível. Será que é tão difícil entender que sob a lógica de um ser humano sempre o outro será o que está “fora do normal”?

A essência do que coloco nesse texto perpassa pela concepção um tanto quanto irracional de que todos precisamos seguir um padrão pré-determinado, ou seja, aqueles que não estejam nesse intervalo, não podem ser considerados normais, o que é um verdadeiro absurdo.

Mesmo sem querer, este padrão se repete nos mais diversos círculos sociais: amizade, trabalho, relações interpessoais, etc. Aí que se dá um ponto chave: será que todos estão preparados para incluir? Afinal de contas, o mais simples é excluir…

Cabe aqui um interessante parêntese, que é o sujeito que acha que inclui, mas na verdade faz o oposto. Esses são sempre os mais arrogantes, pois se baseiam em opiniões sem sentido algum para julgar. Esses especialistas em nada, geralmente corroborados por outros tantos que também não fazem ideia do que afirmam, são os campeões de mágoas! Em geral, só não fazem ideia disso, pois como bons papagaios, só sabem repetir…

Trazer o debate da inclusão, da necessidade de enxergar a dor do próximo, de compreender como é difícil ser o outro é muito importante, mas não é suficiente, em tempos de tanto ódio, ter sororidade com o que os demais sofrem é fundamental.

Ah, e para saber se você já excluiu sem querer, é fácil, passe a perguntar a essa pessoa se ela está bem, como está lidando com o dia a dia. Se a resposta for evasiva, pode ter certeza que aí tem coisa…

Ouvir e ajudar ao invés de julgar e condenar são ações muito mais eficazes, afinal de contas, ser diferente é normal, ou pelo menos deveria ser…

Até a próxima.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

ATENÇÃO: Ao copiar uma matéria do Mais Minas, ou parte dela, não se esqueça de incluir o link para a notícia original.