Romulo Soares
Romulo Soares
Rômulo Giacomin Soares é jornalista no portal Mais Minas, atuando na função de Assistente de Jornalismo nas editorias de política e cidades. Contato: [email protected]

Laboratório chinês aponta 90% de eficácia nos testes de vacina contra coronavírus

Um dos laboratórios chineses mais avançados em busca de uma vacina contra o novo coronavírus, Sinovac, anunciou no último domingo (14), dois novos avanços promissores. De acordo com a agência Bloomerang, mais de 90% das pessoas que receberam doses da vacina produziram anticorpos contra a Covid-19 num intervalo de 14 dias. Além disso, também não foram encontrados efeitos colaterais que coloquem em risco o prosseguimento dos testes da vacina, que foi denominada de Coronavac.

O anúncio desse domingo se refere a estágios anteriores dos testes, as fases 1 e 2, feitas na China. Foram 743 pessoas saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, receberam doses da vacina ou de placebo de comparação. De acordo com a Sinovac, as descobertas mais recentes serão publicadas em artigos científicos.

A Coronavac usa uma versão atenuada do coronavírus e está entre as cinco pesquisas chinesas que já atingiram o estágio de testes em humanos. Além dessa, há duas vacinas promissoras em testes na Europa e nos Estados Unidos, uma delas é do laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade Oxford, e será testada no Brasil, devido a uma parceria da Fundação Lemann com o Instituto D’Or.

O Sinovac é o mesmo laboratório que fechou parceria com o governo de São Paulo para uma fase de testes com 9 mil pessoas, conforme anunciou o governador João Doria na sexta-feira (12). O estado foi escolhido para uma terceira fase de testes, fundamental para a confirmação da eficácia da vacina, por ainda haver transmissão comunitária ativa do coronavírus. Segundo Doria, se tudo der certo a vacina, que pode vir a ser fabricada em parceria com o Instituto Butantã no Brasil, pode estar disponível no Sistema Único de Saúde em 2021.

Na Universidade Cambridge também há outra pesquisa, junto com o laboratório Moderna, entrará na fase 3 de testes nos Estados Unidos. No total, há mais de 130 vacinas contra a covid-19 em teste no mundo, com investimentos somados de 20 bilhões de dólares.

Brasil e Estados Unidos são os países que tiveram mais registros de coronavírus no mundo, chegando a mais de 43 mil mortes e 869.956 confirmados, sendo 17.17.110 apenas em um dia. Já nos EUA, 117.427 óbitos e 117.427 confirmados, sendo 21.191 nas últimas 24h.

Sinovac

A Sinovac Biotech é uma das empresas que está à frente da corrida global por uma vacina contra o novo coronavírus, mas essa não é a sua única iniciativa. Em cerca de 27 anos, a empresa foi a primeira do mundo receber autorização para a vacina contra a gripe H1N1, além disso, já produziu vacinas contra o enterovírus, hepatites A e B e gripe aviária, além de imunizações contra varicela e caxumba.

Entretanto, além disso, de acordo com uma matéria do jornal americano The New York Times, o laboratório teria pagado propina ao governo chinês para ter a aprovação de medicamentos. Segundo a reportagem, o esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014, envolvendo valores equivalentes a US$ 50 mil. Porém, não há processos judiciais pelas autoridades chinesas contra a Sinovac.

Veja também: Coronavírus: Minas Gerais tem seis óbitos e 397 casos recuperados em 24h

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