Inquérito policial conclui que mãe de bebê encontrado no lixo em Contagem asfixiou a criança antes de fugir

Uma mulher de 29 anos que está presa desde o dia 7 deste mês é considerada a autora do crime após conclusão de inquérito policial que investigou a morte de um bebê que foi encontrado no lixo, no banheiro de um hipermercado que fica em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O crime chocou a população, pois a autora do crime é a mãe do bebê. De acordo com o que apresentou Elisa Moreira, delegada responsável pela investigação do crime, a mulher “foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil, qualificado também pela asfixia com causa de aumento de pena pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos e ocultação de cadáver”.

Através das investigações foi possível realizar um levantamento do que ocorreu. Logo após tomar conhecimento de que o bebê foi encontrado morto, a polícia iniciou o seu trabalho. A mulher foi localizada através de imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento, e presa em menos de 24h.

Segundo a polícia, o bebê era do sexo feminino e já estava formado. No corpo havia marcas de asfixia. A delegada informou que, “Ela disse, inicialmente, que a criança nasceu sem vida e, sem saber o que fazer, primeiro a envolveu em um lençol e depois a colocou em um guarda-roupa. Quando o companheiro a convidou para ir ao shopping, aí sim ela viu a oportunidade de descartar essa criança em outro local para que não fosse descoberta”.

Investigações também apontaram que ninguém da família tinha o conhecimento da gravidez. O companheiro também foi investigado e a polícia concluiu que ele não participou do crime e que a mulher agiu sozinha.

Em depoimento, a ré disse a polícia que os planos era de realizar o parto no interior de Minas Gerais, pois estava com problemas no relacionamento, porém a criança nasceu antes do previsto, ela então optou por matar a criança. “Em uma segunda oitiva, ela nos confessou que de fato essa criança teria sido fruto de um relacionamento extraconjugal e, sem saber o que fazer, ela fez o que fez”, disse a Elisa Moreira.

A polícia enviou o inquérito à Justiça na ultima sexta-feira, 14 de agosto.

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