Homem negro é espancado até a morte no Carrefour, em Porto Alegre, por policial e segurança do supermercado

Na véspera do Dia da Consciência Negra (20/11), o vídeo de um homem negro espancado e morto no Carrefour, em Porto Alegre, circulou nas redes sociais, gerando muita revolta e protestos.

Nas imagens, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, é agredido e morto por dois homens, um segurança da loja e o outro policial militar temporário – funcionário contratado pela Brigada Militar por tempo determinado, para atividades administrativas. A investigação trata o crime como homicídio qualificado. Nas imagens também há uma mulher, supostamente funcionária da rede, filmando toda a cena.

A Polícia Militar do Rio Grande do Sul informou que o espaçamento começou após um desentendimento da vítima com uma funcionária do supermercado, que fica na capital gaúcha, no bairro Passo d’Areia, na Zona Norte da cidade. Testemunhas disseram à corporação que ele teria feito gestos agressivos enquanto passava pelo caixa. Após a segurança ser acionada, o homem foi então conduzido para fora loja, enquanto a esposa dele seguiu finalizando as compras. No trajeto, a vítima teria dado um soco no segurança, sendo posteriormente espancada até a morte pelo segurança e por um policial militar, que não estava à serviço da corporação.

Após ser espancado, o Samu foi acionado, mas os médicos não conseguiram reanimar João Alberto. Os suspeitos foram presos em flagrante.

O Carrefour lamentou o caso, informando que iniciou uma rigorosa apuração interna, chamando o ato de criminoso e rompendo o contrato com a empresa de segurança.

Íntegra da nota do supermercado:

“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

“O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam.

Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”.

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