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Aumenta a procura por compras online no Brasil

Elis Bohrer 3 de dezembro de 2021 às 14:06
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4 min
E-commerce. Foto: Pixabay
E-commerce. Foto: Pixabay

O comércio eletrônico conquistou 13 milhões de novos clientes no país em 2020. Pelo menos, é o que aponta o estudo da Ebit/Nielsen.

Durante a crise causada pelo novo coronavírus, 79,7 milhões de consumidores optaram pelas vendas online no ano passado. Para se ter uma ideia, 83% dos clientes já repetiram a compra de forma online.


A pesquisa concluiu que as medidas de isolamento social durante a pandemia foram os principais motivos pelos quais houve o aumento da primeira aquisição em lojas virtuais.

Já no comércio de rua, a situação foi um pouco diferente. De acordo com a pesquisa, 20% dos estabelecimentos tiveram que finalizar as atividades.

Maior crescimento em 13 anos

Com mais clientes optando por aquisições online, o faturamento de lojas virtuais aumentou 41% em 2020, se for comparado com a mesma época de 2019. É a maior evolução da área em 13 anos.

As negociações online atingiram R$ 87,4 bilhões entre janeiro e dezembro de 2020 durante a crise sanitária. O aumento foi influenciado pela evolução das compras, que tiveram alta de 30%, atingindo o maior recorde desde 2013.

Em 2020, o comércio eletrônico registrou 194 milhões de pedidos nos 12 meses de 2020.

A Ebit/Nielsen observou alguns itens que conseguiram justificar uma melhora na performance. O frete gratuito, por exemplo, foi responsável por 43% de todas as aquisições que foram concluídas em 2020.

Já as compras por meio do aparelho móvel correspondem a 55,1% dos pedidos que foram feitos online.

O jornalista Matheus de Azevedo, 32 anos, destaca outros benefícios da loja virtual. “economia, diversidade de produtos, acessibilidade, liberdade para escolher qualquer item e ótima experiência para o cliente”, conta.

Se você procura por variedade de produtos, pode optar por lojas como Redd Brindes personalizados. Ela contém diversos itens disponíveis para os clientes, como: mochilas, blocos de anotações e guarda-chuvas”, conta.

Faturamento por segmento

As lojas de departamento ocupam a primeira posição da nossa lista, alcançando 84,3% das compras, seguidos por artigos esportivos (2,8%), informática (2,4%), roupas (2,2%) e autosserviço (supermercados, atacarejos e farmácias), com 1,8%.

Cuidados para compras online

Antes de fazer as suas compras pela internet, recomendamos ter cuidado com alguns pontos, como: opte por estabelecimentos conhecidos, pesquise a reputação do negócio em redes sociais e páginas online (Reclame Aqui) e análise se o site contém dados sobre a loja.

Em conversa com a Info, Roney Almeida, diretor de e-commerce da empresa Infracommerce, destaca o quanto é importante analisar os reviews e opiniões de amigos, colegas de trabalho e parentes.

No entanto, a famosa compra por impulso faz com que as pessoas ignorem esse processo. Embora o valor do produto seja bastante importante na decisão final do pedido, o consumidor também precisa analisar se a loja cumprirá com aquilo que foi prometido. Você também precisa levar outros pontos em consideração: escolha páginas com plataformas seguras, desconfie de

valores muito baixos e guarde os e-mails de confirmação de compra, em caso de problemas. 

Compras online devem continuar após a pandemia

A pesquisa Impactos da Pandemia no Comportamento do Consumo do Brasileiro, produzida pelo Instituto Locomotiva, concluiu que o interesse dos clientes em comprar produtos pela internet deverá continuar após a crise sanitária causada pelo covid.

O estudo indica que 50% dos participantes que visitavam livrarias e papelarias não desejam ir até um estabelecimento físico após a quarentena. Em lojas de artigos para os pequenos, o valor é de 49%, seguido de perfumarias e petshops (44%), aquisições em lojas de departamento e shopping centers (41%).

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Última atualização em 3 de dezembro de 2021 às 14:07