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Veja como a forma de comprar gás de cozinha evoluiu nos últimos anos

Elis Bohrer 15 de setembro de 2021 às 17:23
Tempo de leitura
6 min
Foto: Pixabay
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Acompanhe o texto e veja como a forma de comprar gás de cozinha evoluiu nos últimos anos.

Até o final da década de 90 do século passado, a telefonia no Brasil era um serviço estatal, sem nenhuma concorrência e as companhias telefônicas de cada Estado prestavam um péssimo serviço, além de não contarem com infraestrutura de expansão de sua rede.

O que fazia com que linhas telefônicas fossem privilégio para poucos abastados que podiam pagar uma pequena fortuna por uma delas, ou ser um sortudo que fosse sorteado em um dos famosos “planos de expansão” que as companhias de tempos em tempos. Era algo que levava muitos anos.

Os mais novos talvez não consigam entender, pois hoje é tão simples ter uma linha telefônica, seja celular ou fixa. Aliás, essa última está quase virando item de museu ou dos livros de história, tamanho o desprezo que boa parte das famílias tem por ela ultimamente.

Mas o que a oferta de linhas telefônicas têm a ver com a forma como compramos gás de cozinha?

Acompanhe o texto, que vamos mostrar como a forma de comprar gás de cozinha evoluiu nos últimos anos e o que a escassez ou abundância de linhas telefônicas têm a ver com isso.

Ó o gás…

Quando poucas residências possuíam telefones fixos e o celular ainda era uma invenção futurista e distante, as pessoas só tinham duas opções para comprar o gás de cozinha:

ir até o depósito ou esperar o caminhão de gás passar por sua porta.

Em cada região ou cidade do país era uma forma diferente de comunicação sinalizando que o caminhão do gás estava passando. Tinha música, buzina ou simplesmente um sino de metal e ia badalando conforme o movimento do próprio caminhão.

Não era só a falta de telefones nas residências que fazia com que essa fosse uma das formas mais tradicionais de se comprar gás. Muitos dos próprios depósitos não dispunham de telefones para receber os pedidos dos clientes.

Aliado a isso, não era usado naquela época veículos menores, como pickups ou motos adaptadas para carregarem botijões de gás.

Quando o gás  acabava e era urgente a substituição por um novo, a solução era rumar ao depósito para comprar um botijão cheio. 

Quem tinha carro, era mais simples, mas quem não possuía um veículo, precisava carregar nas costas ou arrumar soluções criativas, como amarrar no bagageiro de bicicletas ou passar uma madeira resistente pelo vão da alça do botijão e irem duas pessoas carregando o objeto pesado, cada um segurando em uma ponta da madeira e dividindo o peso.

Disk gás

Com as privatizações das companhias telefônicas, maior concorrência e maior oferta de linhas, muitos distribuidores de gás de cozinha investiram em carros com caçamba, como as pickups pequenas e também em motos adaptadas para o transporte dos botijões.

No início para se achar o telefone de uma revenda de gás, se recorria às Páginas Amarelas, principalmente nas grandes cidades, onde o cliente precisava saber o nome do depósito e procurar nas letras miúdas ou dar sorte de ter algum depósito que tivesse comprado um anúncio e aparecesse em destaque.

Revistas e jornais de bairro

Aos poucos as páginas amarelas foram caindo em desuso e começaram a surgir revistas e jornais de bairro, que veiculavam algumas poucas matérias e o restante do seu conteúdo era dedicado somente a anúncios.

Estas eram distribuídas gratuitamente nas casas e as pessoas as guardavam pois sempre podiam precisar de algum produto ou serviço ali anunciado, como por exemplo, gás de cozinha.

Esses jornais e revistas eram gratuitos, pois quem pagava por sua circulação eram os anunciantes.

Panfletos e imãs de geladeira

Com a modernização e popularização das gráficas, diversos serviços de impressão ficaram mais baratos e populares, como a confecção de panfletos. E surgiram também novas ideias, como a impressão e recorte sob medida de uma placa imantada, o famoso imã de geladeira.

Os depósitos, que já dispunham de telefones e sistema próprio de entrega, deixaram de fazer anúncios em jornais e revistas e passaram a adotar uma comunicação mais assertiva e direcionada, de acordo com sua área de atuação.

Passaram então a depositar nas caixinhas de correio de casas e prédios, os famosos panfletos e os onipresentes ímãs de geladeira.

Daí então a coisa ficou bem mais simples, quando o gás acabava era só ligar para um daqueles telefone que estavam nos ímãs grudados na geladeira.

O problema é que todos acharam essa ideia maravilhosa. Além de diversos depósitos de gás, vieram as farmácias, mercados, restaurantes, pizzarias,e tantos outros comércios que atendiam o cliente em casa.

O resultado foi que ninguém aguentava mais abrir a caixa de correspondências e se deparar com uma pequena pilha de panfletos e imãs de geladeira. Sem contar que já não havia mais espaço na porta do refrigerador para tantos ímãs.

Pedir gás por aplicativos

Pois bem, se hoje em dia existe aplicativo para quase tudo o que se imagina, não é de se estranhar que também exista aplicativos para comprar gás de cozinha.

Pelos aplicativos, você pode visualizar diversas revendas de gás da sua região e pesquisar por preço, proximidade, marca e formas de pagamento aceitas.

Mesmo que você esteja em Mariana ou Ouro Preto, por exemplo, basta mudar o endereço de entrega e você pode pesquisar o preço do gás em Belo Horizonte.

Os aplicativos para pedir gás de cozinha tornam essa tarefa que já foi bastante penosa, algo muito simples e com poucos cliques na tela.

Conclusão

No texto vimos como a forma de comprar gás de cozinha evoluiu nos últimos anos e que existem formas bem mais práticas e rápidas de comprar o produto, mas sempre existirão as pessoas mais avessas às modernidades, que continuarão se dirigindo ao depósito com seu botijão vazio e voltando com o cheio. Ou aquelas que adoram colecionar imãs de geladeira e sempre recorrem a eles quando o gás acaba.

E você, como faz para comprar gás? Conta pra gente nos comentários.