Dez suspeitos de aplicar golpe em indenizações da Vale são presos

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A Polícia Civil prendeu 10 pessoas suspeitas de aplicar golpe para receber indenizações da Vale pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Na segunda-feira (8), três pessoas foram presas. As outras sete já haviam sido detidas na última quinta-feira (4).

Os suspeitos falsificaram documentos, alegando que moravam em Brumadinho e teriam sofrido perdas com o rompimento da barragem. Os moradores do município em questão têm direito a indenização, por acordo com o Ministério Público. Entretanto, parte do grupo de suspeitos, moravam em Sarzedo, cidade vizinha de Brumadinho.

Então, dos 10 presos, um deles falsificava e vendia uma declaração do posto de saúde da cidade atingida. Esse era um dos comprovantes exigidos pela Vale para pagar a indenização. O documento tinha carimbo e assinatura de uma enfermeira. Oito moravam em Sarzedo e eram parte de uma mesma família. E uma mulher, moradora de Brumadinho, foi detida por fornecer o endereço para ser utilizado pelo grupo. A intenção era fazer com que acreditassem que eles residiam em Brumadinho.

Logo após a Vale constatar a fraude, a Polícia Civil foi acionada. A empresa percebeu que um mesmo endereço estava sendo usado para diferentes pedidos de indenizações. Contudo, eles já haviam recebido quantias retroativas a janeiro, de R$5 a R$15 mil, cada um.

Os presos

  • Carlos Luiz Geraldo, suspeito de falsificar os documentos
  • Ana Cláudia Augusta Gonçalves Batista, dona da casa
  • Nerça Teixeira e Wilson Nicácio (casal)
  • Ermelino dos Santos e Vânia dos Santos (casal)
  • Romero Santos
  • Agnaldo Santos
  • Paulo César Ribeiro e Elenice Ribeiro (casal)

Nenhum representante dos presos foi localizado.

Mais casos de golpe

Os 10 serão indiciados por estelionato e uma parte deles por formação de quadrilha. A mulher que emprestou o endereço será indiciada também por falsidade ideológica. Ela e o suspeito de falsificar o documento ganhavam de R$500 a R$4 mil, de acordo com a polícia.

Uma parte dos preses foi encaminhada para penitenciária e o restante foi liberado.

E não são os únicos. Segundo a corporação, é frequente esse tipo de situação em Brumadinho. Até então, 19 inquéritos foram abertos, com 39 investigados e 21 presos.

A delegada de Brumadinho, Ana Paula Gontijo, afirma que o crime de estelionato prescreve 12 anos e que irão apurar tudo. Enquanto a pessoa estiver usando o benefício, ela poderá ser pega em flagrante.

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Postado em 9 de julho de 2019