Escola de veterinária da UFMG vende animais para pagar dívidas

Devido a situação financeira complicada em que se encontra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Escola de Veterinária da instituição decidiu vender bois e porcos usados para o ensino. A venda ocorreu para saldar dívidas trabalhistas decorrentes da demissão de funcionários da Fazenda Experimental Professor Hélio Barbosa (FEPHB), instituição que dá suporte ao ensino da graduação e pós-graduação e às atividades de pesquisa, ensino e de extensão da universidade.

O contingenciamento de verbas federais para a educação e cortes de valores destinados à instituições de fomento à pesquisa no país e no Estado estão entre as causas de tal situação de crise da UFMG, de acordo com informações obtidas pelo portal O Tempo.

Por meio de nota, a diretoria da Escola de Veterinária confirmou a venda dos bovinos e suínos, mas não informou quantos foram vendidos. “Em razão da necessidade de adequar atividades à disponibilidade orçamentária, a diretoria tem adotado medidas, entre elas a venda de animais”, informou o documento.

Contingenciamento de verbas

O bloqueio orçamentário na UFMG chega a cerca de R$ 64,5 milhões, contabilizando 30% do orçamento da universidade. Deste modo, o corte de recursos pode comprometer inúmeras atividades desenvolvidas na universidade, como pesquisas científicas e o próprio ensino dentro das salas de aula.

Em agosto deste ano, a reitoria da UFMG informou que está empenhada em reverter o bloqueio econômico. “Não se constrói um país sem universidades. Não sairemos dessa crise se não houver investimento contínuo e sustentável nas nossas universidades, na educação, na ciência e na tecnologia”, pontuou a reitora Sandra Goulart, ao site da universidade.

No entanto, devido ao desempenho da universidade, pelo sexto ano seguido, a UFMG tem o melhor ensino do Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, em que foram avaliadas universidades públicas e privadas avaliadas no Ranking Universitário Folha (RUF). Entretanto, os cortes orçamentários feitos pelo Ministério da Educação podem prejudicar o ensino e pesquisa da instituição.

UFOP

Assim como a UFMG, a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) também vem passando por problemas devido ao contingenciamento de verbas para a educação. Os cortes, que ameaçam pesquisa e pós-graduação nas universidades, já estão tendo consequências.

A UFOP suspendeu em setembro, por tempo indeterminado, o recebimento de novos pedidos de avaliação socioeconômica dos estudantes de graduação e pós graduação da universidade. Deste modo, novos alunos de graduação e pós não podem mais entrar com pedidos de bolsa socioeconômica.

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