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Professores se manifestam contra o retorno das aulas presenciais em Itabirito

O prefeito de Itabirito, Orlando Caldeira (Cidadania), determinou, através de um decreto, o retorno das aulas presenciais na rede municipal, estadual e particular de ensino a partir do dia 2 de agosto, de forma escalonada, iniciando pelas turmas de educação infantil, a partir do maternal II e dos anos iniciais do ensino fundamental. Porém, a volta presencial das atividades escolares depende da autorização formal dos pais ou responsáveis, pois os alunos também poderão permanecer os estudos dentro do regime remoto.

Com o decreto, alguns profissionais da educação de Itabirito se mobilizaram e enviaram uma carta aberta à Prefeitura Municipal. Nela, é pedido que seja revisto a decisão de retomar as aulas presenciais nas escolas, já que o município “é o primeiro em número de case e mortes”. A cidade itabiritense é, de fato, a que mais registrou casos e óbitos na Região dos Inconfidentes, com 12.616 casos e 145 óbitos por Covid-19 de acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nessa terça-feira (13). Em Mariana foram 8.968 casos e 90 mortes pela doença; e em Ouro Preto foram 5.646 casos confirmados e 118 óbitos pelo coronavírus.

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No decorrer da carta também é colocado que estudos apontam que o retorno das atividades presenciais é segura quando houver, no mínimo, 70% da população vacinada, como foi indicado pelo Instituto Butantan. No mesmo parágrafo, eles destacam que a situação se trata de ciência “e não achismo”. De acordo com o informe da Prefeitura de Itabirito dessa terça-feira (13), 26.930 doses da vacina contra a Covid-19 forram aplicadas, sendo 19.736 da prime ira dose e 7.194 da segunda dose e dose única. Ou seja, 37,6% da população da cidade foi, pelo menos, parcialmente imunizada.

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Além disso, a carta classifica o Governo de Estado, responsável pela liberação da volta às aulas nas escolas, de “negacionista e de morte” e que está sendo copiada pela Prefeitura de Itabirito.

A professora Josilaine de Oliveira Toledo manifestou o seu descontentamento com a decisão da volta às aulas presenciais nas redes sociais “Difícil demais entender. Gestão autoritária, que não dialoga com os servidores… Eu sou professora e mãe, meu filho não vai pra escola sem estrutura, sem segurança, correr risco de contrair Covid, mesmo que eu tenha que ir”, disse.

O professor da educação básica Breno Matias também se manifestou contra o Decreto Nº 13907 e publicou um post dizendo “‘Se caso der errado volto atrás’, tomara que a vítima não seja você! Ditadura disfarçada de Democracia #NÃOAORETORNOHIBRIDO'”. E não parou por aí, o profissional da educação de Itabirito também escreveu as seguintes palavras:

“Acompanhamos com muita tristeza a posição da prefeitura de Itabirito que decretou retorno presencial das aulas no município. Com isso, tanto as aulas nas escolas estaduais quanto municipais deverão retornar. O descaso com a educação é tão grande, que até a data do recesso, inserida no decreto, não condiz com o calendário escolar. Se até para consultar o calendário está difícil, imagina como será gerir a educação presencial na pandemia”, disse Breno Matias.

Por outro lado, a Prefeitura de Itabirito afirma que a volta das aulas presenciais tem sido discutida pelos órgãos competentes de forma aberta e democrática, ouvindo as demandas dos professores e demais profissionais da educação, além de já ter sido concluída a aplicação da primeira dose do imunizante contra a Covid-19 no grupo em questão. Além disso, a administração municipal também disse que o retorno das atividades alterna em aulas nas escolas, seguindo os protocolos sanitários definidos pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais, e não-presenciais.

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A Prefeitura de Itabirito também disse que os protocolos sanitários foram elaborados considerando as especificidades de cada escola e que os mesmos foram devidamente aprovados. Em reunião na Câmara dos Vereadores na última segunda-feira (12), a Secretária de Educação, Iracema Pedrosa, alegou que a Vigilância Sanitária realizou visitas às escolas e elaborou protocolos sanitários visando não só a questão de contaminação da Covid-19. Além disso, ela também disse: “Nem com a segunda dose é completamente seguro. O que vai pesar nesse momento são os cuidados. Acho que a educação como formadora pode ajudar muito a questão social”.

“Itabirito não tem um regime próprio, nós seguimos o Estado. O Estado, através do Minas Consciente, autorizou o retorno às aulas. A gente já vinha com nossa equipe discutindo. Foi montado um grupo de trabalho envolvendo a educação e a saúde. Muitas das perguntas que as pessoas fazem não é a educação que responde e sim a saúde. A educação só pode retornar quando a saúde coloca que é possível esse retorno”, disse a Secretária de Educação de Itabirito.

Medida do Governo de Minas Gerais

O Comitê Extraordinário da Covid-19 de Minas Gerais aprovou o retorno das atividades escolares para as cidades que estiverem na onda vermelha do programa Minas Consciente. Portanto, os professores e trabalhadores da educação voltam às escolas e no dia 12 de julho os estudantes retornam às aulas presenciais de ensino.

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Nos municípios que estão nas ondas amarela e verde do programa, as aulas presenciais serão ampliadas. Além dos alunos do 1º ao 5º ano, discentes do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio puderam retornar às instituições, também na última segunda-feira.

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