Embriaguez e direção: dois casos de atropelamento em Belo Horizonte

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Foram registrados dois casos de motoristas com sintomas de embriaguez, que causaram atropelamentos em Belo Horizonte, no fim da noite desta segunda-feira (19), e na manhã desta terça.

No primeiro caso, o motorista Breno Barbosa, de 36 anos, atropelou motociclistas que trabalham com entrega por aplicativo. O atropelamento aconteceu na rua Lavras, bairro Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Breno dirigia um Renault e passou por cima de cerca de cinco motos. Ele ainda tentou fugir, mas foi perseguido por alguns motociclistas e rendido. Uma das cinco vítimas, identificado como Willer Siqueira Silva, de 21 anos, teve uma das pernas dilaceradas e passou por cirurgia no hospital Pronto-Socorro João XXIII.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece um limite de 0,04 ml por litro de ar expelido e, de acordo com a Polícia Militar, o teste de Breno apontou a quantidade de 0,72ml de álcool, configurando crime de embriaguez. Ele foi detido por lesão corporal culposa e, por isso, não tem direito à fiança.

Já na manhã desta terça-feira (20), Sandra Ribeiro Alves, de 63 anos, cometeu o mesmo crime. Ela foi presa por atropelar uma mulher de 50 anos, na avenida Djalma Vieira Cristo, Vale do Jatobá, na região do Barreiro em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, Sandra, que dirigia um Prisma, subiu no passeio e atropelou a senhora, que não foi identificada e teve apenas ferimentos leves.

Para a polícia, Sandra disse que andava devagar quando assustou com uma pessoa que supostamente passava na frente de seu carro e acabara subindo no passeio para não atropelá-la.

Seu teste do bafômetro apontou 0,48ml por litro de ar expelido. Ela poderia pagar uma fiança para responder em liberdade, mas não realizou o pagamento e foi encaminhada para a penitenciária feminina de Ribeirão das Neves.

Entenda como funciona a Lei Seca nesse caso

De acordo com a Lei Seca, que está em vigor, passando o volume máximo de álcool aceito no sangue do condutor na hora do teste, ele tem que pagar uma multa de R$2.937,40 e ficar 12 meses sem dirigir. Essa ação configura crime de trânsito.

Porém, no caso, com o acréscimo da lesão corporal e a omissão de socorro, a pena é agravada, portanto, ele perde o direito à fiança.

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Postado em 20 de agosto de 2019