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Enfermeiro que abusava de crianças e adolescentes em Minas é condenado a 25 anos de prisão

Homem chegou a filmar ato sexual com uma criança de 11 anos e queria adotar um menino de até 4 anos.

Na cidade de Lagoa da Prata, no Centro-Oeste de Minas, um enfermeiro foi condenado a 25 anos e oito meses de prisão por abusar de crianças durante atendimento hospitalar. Ele também é acusado de armazenar e distribuir material de pornografia infantil na internet. A sentença é da Justiça Federal da cidade de Divinópolis.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a pena foi aplicada pela prática dos crimes de estupro de vulnerável, com agravante de abuso de poder em razão do cargo que exercia. Outro agravante é a filmagem da cena sexo com adolescente e a posse e compartilhamento na internet de arquivos de pornografia com os pacientes pediátricos.

Morador de Lagoa da Prata, o enfermeiro foi descoberto após investigação feita pela Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte que, em 2017, descobriu a troca de arquivos de pornografia infantil por meio do programa de compartilhamento eMule. O fato foi comunicado à PF em Divinópolis que, com autorização judicial, realizou busca e apreensão na casa do acusado. No local foram apreendidos equipamentos de informática e depois de analisar os arquivos neles presentes, a PF constatou que o homem havia cometido uma série de crimes contra crianças e adolescentes.

Um vídeo, gravado com celular pelo próprio enfermeiro, mostra a prática de um ato sexual com uma criança de 11 anos, com deficiência mental, quando o enfermeiro atendia no posto de saúde da cidade. Ele aproveitou-se que a criança estava desacompanhada no momento de receber a medicação.

Investigações mostram que o enfermeiro também manteve relação sexual com um jovem de 17 anos e filmou o ato, sem o conhecimento do menor. “Em juízo, ele alegou que o garoto já teria 18 anos quando praticaram o ato, mas não trouxe ao feito qualquer comprovante de tal alegação”, diz a sentença da Justiça Federal.

A situação ficou ainda mais chocante quando a Polícia Federal descobriu que o enfermeiro também pretendia adotar uma criança, do sexo masculino, com idade inferior a 4 anos. A perícia encontrou no computador dele um requerimento de adoção. O pedido estava destinado ao juiz de Direito da Vara da Infância e da Juventude de Lagoa da Prata.

Na sentença, somando todas as penas, o enfermeiro foi condenado a 25 anos e 8 meses de prisão. A Justiça determinou que ele cumpra a pena em regime fechado. O enfermeiro também foi condenado à perda do emprego de enfermeiro no posto de atendimento da cidade.  Ele está preso desde 2017 e ainda responde a processo disciplinar no Conselho Regional de Enfermagem.

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