João Paulo Silva
João Paulo Silva
Estudante de Letras apaixonado por livros, literatura, música e cinema. Além de escrever sobre esses temas, edito as redes sociais do Mais Minas. Contato: [email protected]

‘Pequeno Manual Antirracista’, de Djamila Ribeiro, chega ao 1º lugar de livro mais vendido na Amazon

A humanidade caracteriza-se pela intolerância e rejeição do outro como um ser humano e indivíduo se ele é diferente do considerado “padrão”, com isso falta o momento da empatia, extremamente necessário para se relacionar com outras pessoas.

A ideia de “dividir” as pessoas nas chamadas “raças” e depois hierarquizá-las é uma ideologia criada pelo homem. É tudo, menos uma lei natural. Esse equívoco surgiu durante a colonização no século XVI, quando as pessoas do continente africano foram desprivilegiadas, os trabalhadores foram escravizados, estuprados e/ou assassinados. Assim, o racismo era importante para legitimar o motivo pelo qual alguns deveriam ter mais acesso aos direitos e recursos humanos do que outros.

No decorrer do tempo, pessoas dividiram pessoas em “raças” com o objetivo de reorganizar o mundo de acordo com ideias racistas. Essa ideologia assassina levou à massa e ao genocídio da Segunda Guerra Mundial contra judeus, negros, homossexuais e outros grupos.

O racismo não se expressa apenas na violência física, mas primeiro em pensamentos, palavras e ações, podendo ser encontrado abertamente ou oculto na sociedade. O racismo, infelizmente, está profundamente enraizado na sociedade e tem sido uma ideologia poderosa há séculos. A sociedade majoritária deve “desaprender” o racismo. Para fazer isso, o racismo em suas formas estruturais, cotidianas e violentas deve ser reconhecido, levado a sério e tratado de maneira decisiva.

Um dos métodos mais eficazes para combater o racismo é a educação. O combate ao racismo passa pela escola. A luta contra o racismo deve ser uma prioridade da escola. O tema deve ser trabalhado em sala de aula e fora dela com a indicação de livros que possam contribuir para a extinção do racismo.

A escritora paulista Djamila Ribeiro chegou ao topo da lista dos livros mais vendidos da Amazon com sua obra “Pequeno manual antirracista”, lançado em 2019 pela editora Companhia das Letras. O livro trabalha de maneira acessível e didática vários temas relacionados à militância negra e ao feminismo negro com onze lições breves para entender as origens do racismo e como combatê-lo.

Confira a sinopse

‘Pequeno Manual Antirracista’, de Djamila Ribeiro, chega ao 1º lugar de livro mais vendido na Amazon
Crédito da imagem: Divulgação/Companhia das Letras

Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Já há muitos anos se solidifica a percepção de que o racismo está arraigado em nossa sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito. Reconhecer as raízes e o impacto do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro desse tamanho? Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.

Sobre a autora

Djamila Ribeiro nasceu em Santos, em 1980. Mestre em filosofia política pela Unifesp e colunista do jornal Folha de S.Paulo, foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Coordena a coleção Feminismos Plurais, da editora Pólen, e é autora de O que é lugar de fala (2017) e Quem tem medo do feminismo negro? (2018).

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