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terça-feira, 6 dezembro 2022

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Alemanha chega ao Catar podendo igualar Brasil e se tornar pentacampeã mundial

Como de costume, a base do time é formada por jogadores do Bayern de Munique, que devem figurar em pelo menos metade das vagas disponíveis no time titular

Hoje, grande parte dos brasileiros sonha com o hexacampeonato mundial, mas, caso ele não venha, é importante que uma seleção em especial não saia do Catar com a taça da Copa do Mundo: a Alemanha. Com quatro títulos, a seleção germânica é a única que pode nos alcançar neste ano em número de títulos.

E mesmo não sendo a Alemanha franco-favorita de 2014, que traumatizou mais de 200 milhões de pessoas com a 7 a 1, a equipe atual, comandada pelo estreante em copas “Hansi” Flick tem um conjunto de respeito, que mescla lendas como Manuel Neuer e Thomas Müller, e jovens em ascensão, à exemplo de Youssoufa Moukoko, de 17 anos, e Jamal Musiala, de 19.

Como de costume, a base do time é formada por jogadores do Bayern de Munique, que devem figurar em pelo menos metade das vagas disponíveis no time titular, o que fortalecerá o entrosamento da equipe.

Conjunto forte da Alemanha

Como era de se esperar de um país tão tradicional, a seleção alemã possui um elenco recheado de boas opções em todas as posições, mesmo que talvez dois de seus maiores craques sejam goleiros: Manuel Neuer, lenda do Bayern de Munique, e Marc André Ter-Stegen, craque do Barcelona que aguarda sua vez para assumir a meta de seu país.

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Na defesa, Hummels e Boateng já não figuram mais, abrindo espaço para uma nova geração de titulares, como nomes como Sule, Rudiger e Schlotterbeck. Nas laterais, a sombra de Lahm jamais foi ocupada a altura, nem mesmo com Kimmich, que se firmou como meio-campista. Como opções para as alas estão David Raum e Thilo Kehrer. Importante na Eurocopa, o ala esquerdo Robin Gosens ficou de fora da lista final.

“Hansi” Flick tem uma gama de ótimos atletas à disposição
“Hansi” Flick tem uma gama de ótimos atletas à disposição – Foto: www.dfb.de/Reprodução

Do meio para frente, uma gama de opções versáteis dão a Flick a possibilidade de montar diversos esquemas, mas é provável que nomes como Leon Goretzka e Joshua Kimmich, ambos do Bayern, que viveram grande fase quando o atual treinador da seleção os comandou no clube, sejam donos da meiuca, tendo a luxuosa opção de Ilkay Gündogan, que seja dita a verdade, atua melhor pelo Manchester City que pela equipe nacional.

Musiala, que vive momento sublime pelo Bayern, pode pintar como aquela surpresa para os desavisados entre os titulares. Um nome conhecido, histórico e pouco provável que surgiu na convocação final foi a de Mário Götze, autor do gol do título alemão em 2014, sobre a Argentina. Seria “Hansi” Flick um supersticioso?

No ataque a Alemanha contará com a experiência de Thomas Müller, muito eficaz em Copas do Mundo, e um dos remanescentes de 2014, e a rápida dupla do Bayern, Gnabry e Sané. Kai Havertz, do Chelsea, é uma opção versátil para o setor ofensivo.

Ainda jovem, Kai Havertz disputará sua primeira Copa do Mundo e é esperança de gols para a Alemanha
Ainda jovem, Kai Havertz disputará sua primeira Copa do Mundo e é esperança de gols para a Alemanha – Foto: www.dfb.de/Reprodução

Desfalques importantes

Entre as ausências, destacam-se Timo Werner, que se lesionou antes do mundial, e a lenda Toni Kroos, que há pelo menos uma década está entre os melhores meio-campistas do mundo e se aposentou de sua seleção em 2021. O azarado Marco Reus é mais um que se lesionou e, mais uma vez, perderá uma grande competição por sua seleção.

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Mesmo num segundo escalão de favoritismo, a Alemanha pode facilmente surpreender, assim como aconteceu com o Bayern de Munique de 2020 de “Hansi” Flick. Com certeza os germânicos serão uma pedra no sapato de seus adversários. E um bom teste acontecerá já na fase de grupos, contra a Espanha, que completa o Grupo E, juntamente com Japão e Costa Rica. Uma boa vitória contra os comandados de Luis Enrique pode ser o empurrão que os alemães precisam para alçar vôos rumo ao pentacampeonato da Copa do Mundo.

  • Time base (4-2-3-1): Manuel Neuer (Bayern-ALE), Thilo Kehrer (West Ham-ING), Antonio Rüdiger (Real Madrid-ESP), Niklas Süle (Borussia Dortmund-ALE), David Raum (RB Leipzig-ALE); Joshua Kimmich (Bayern-ALE) e Leon Goretzka (Bayern-ALE); Jamal Musiala (Bayern-ALE), Thomas Müller (Bayern-ALE), Leroy Sané (Bayern-ALE); Kai Havertz (Chelsea-ING).
  • Técnico: “Hansi” Flick
  • Capitão: Manuel Neuer
  • Destaque: Manuel Neuer
  • Jogos: Japão (23/11); Espanha (27/11); Costa Rica (1/12).
  • Prognóstico: Briga pela primeira colocação do grupo
  • Melhores participações: 1954, 1974, 1990 e 2014 (campeã)
  • Ídolos históricos: Gerd Müller, Franz Beckenbauer, Lothar Matthäus, Miroslav Klose, Philipp Lahm, Toni Kroos e Manuel Neuer
  • Maior goleador: Miroslav Klose (71 gols)
  • Jogador que mais vezes atuou: Lothar Matthäus (150 jogos)

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