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segunda-feira, 5 dezembro 2022

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Copa do Mundo: Suíça reencontra adversários de 2018 e tenta repetir a dose

A Suíça está no grupo G da Copa do Mundo FIFA 2022 e vai reencontrar duas seleções com as quais dividiu grupo em 2018: Brasil e Sérvia.

A Suíça está no grupo G da Copa do Mundo FIFA 2022 e vai reencontrar duas seleções com as quais dividiu grupo em 2018: Brasil e Sérvia. A única diferença é que se naquele ano a Costa Rica compôs o grupo, agora é a vez de Camarões. Os suíços conseguiram um precioso empate contra os brasileiros na estreia e venceram os sérvios naquela oportunidade, avançando de fase na 2ª posição com 5 pontos. A expectativa é de avançar para as oitavas mais uma vez.

Mas a tarefa não será fácil. A grande questão é que os dois principais adversários visivelmente evoluíram da Copa disputada na Rússia pra cá. A Suíça do treinador Murat Yakin terá parada dura. Para tentar repetir a façanha, conta em seu elenco com alguns nomes experientes e já conhecidos, como Fabian Schär, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Yann Sommer e companhia. Mas também com nomes que surgiram no ciclo para o Catar, como o polivalente canhoto Ruben Vargas, do Augsburg-ALE.

O pragmatismo suíço já virou um clássico no futebol de seleções

Quando falamos dos principais torneios do futebol de seleções, já sabemos o que normalmente nos espera: jogos apertados, truncados, com muito estudo e poucos gols. É a tônica em muitos jogos. Mas quando a partida envolve a Suíça, isso é quase uma garantia. Treinador vai, treinador vem, jogadores deixam de figurar nas convocações, novas figuras aparecem, mas a seleção suíça tem uma cara muito bem definida nos últimos tempos, a de uma seleção bastante aguerrida, que preza pela fase defensiva do jogo e pela solidez ‘lá atrás’.

Como não se lembrar da Copa de 2006, na qual a seleção europeia foi eliminada nas oitavas sem sofrer gols?! Isso mesmo, foram quatro jogos e nenhum gol sofrido. Caíram nos pênaltis para a Ucrânia. Em 2010, caiu na fase de grupos, mas sofreu apenas um gol. Nesse ano, inclusive bateu a Espanha, que viria a ser a grande campeã. Uma partida histórica para os suíços. No Brasil em 2014, também venderam muito caro a derrota pra Argentina nas oitavas, sofrendo o gol apenas nos minutos finais da prorrogação.

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Após gesto político em 2018, as duas referências técnicas reencontram rivais

Não é novidade para ninguém o fato de o meio-campista Granit Xhaka e o meia-atacante Xherdan Shaqiri serem as duas principais referências técnicas do país da Europa Central. Já eram em 2018 e seguem sendo. Naquela edição, a dupla decidiu o jogo contra a Sérvia, mas o que mais chamou a atenção foi a maneira com a qual eles comemoraram seus gols na virada que deixou a Suíça em ótima situação no grupo.

Na comemoração dos gols, ambos fizeram uma águia com as mãos, que remete à águia negra de duas cabeças da bandeira da Albânia. Isso porque boa parte dos kosovares é de origem albanesa. Enquanto Xhaka é filho de pais kosovares, o baixinho Shaqiri nasceu lá – ele se naturalizou suíço para jogar pela seleção. A região de Kosovo fica dentro do território da Sérvia, mas os sérvios nunca reconheceram eles como um país independente e ainda o consideram parte da Sérvia. Como as seleções voltam a se enfrentar nessa edição, é mais um ingrediente para aquele que tem tudo para ser um dos principais jogos da fase de grupos.

Momento ficou eternizado para os suíços
Momento ficou eternizado para os suíços – Foto: Reprodução
  • Time base (3-4-1-2): Yann Sommer (Borussia M’gladbach-ALE); Manuel Akanji (Manchester City-ING), Fabian Schär (Newcastle-ING), Nico Elvedi (Borussia M’gladbach-ALE); Silvan Widmer (Mainz-ALE), Denis Zakaria (Chelsea-ING), Granit Xhaka (Arsenal-ING), Ruben Vargas (Augsburg-ALE); Xherdan Shaqiri (Chicago Fire-EUA), Remo Freuler (Nottingham Forest-ING); Breel Embolo (Monaco-FRA).
  • Técnico: Murat Yakin
  • Capitão: Granit Xhaka
  • Destaque: Xherdan Shaqiri
  • Jogos: Camarões (24/11), Brasil (28/11) e Sérvia (02/12)
  • Prognóstico: Briga firme pela segunda vaga do grupo
  • Melhor participação: Quartas de final (1934, 1938, e 1954)
  • Ídolos históricos: Alexander Frei, Heinz Hermann e Stephan Lichtsteiner
  • Maior goleador: Alexander Frei (42 gols)
  • Jogador que mais vezes atuou: Heinz Hermann (118 jogos)

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