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Ronaldo: veja como o novo dono do Cruzeiro diminuiu dívida do Valladolid em três anos

A experiência com o clube espanhol rendeu pontos altos fora de campo e baixos dentro dele.
Rômulo Soares 20 de dezembro de 2021 às 10:32
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Foto: Twitter / Cruzeiro
Foto: Twitter / Cruzeiro

A notícia que mais bombou o mundo da bola no Brasil nos últimos dias foi a compra de 90% das ações do Cruzeiro pelo ex-jogador do clube, Ronaldo Nazário, por R$ 400 milhões. O Fenômeno já tem experiência na área do futebol, dentro e fora dos gramados. Sua experiência administrativa mais recente foi no Real Valladolid, da Espanha, onde ele, em setembro de 2018, comprou 51% das ações do clube espanhol por cerca de 30 milhões de euros, que passou em seguida a 71%, e depois aumentou o controle acionário para 82%.

A experiência com o clube espanhol rendeu pontos altos fora de campo e baixos dentro dele. Desde que Ronaldo se tornou o maior dono das ações do Real Valladolid, o time se manteve na primeira divisão espanhola por três temporadas, algo que não acontecia desde o período de 2007 a 2010. Porém, a agremiação do Noroeste da Espanha se deparou com um novo rebaixamento na última temporada, ficando em penúltimo colocado na La Liga.


No entanto, fora dos gramados, o resultado da gestão de Ronaldo foi positiva. Quando assumiu o comando acionário, o Real Valladolid tinha acabado de pedir recuperação judicial de uma dívida que, em 2013, era de 63 milhões de euros, contra um faturamento de apenas 18 milhões.

Aos poucos, o Real Valladolid vem se recuperando. Em 2020, a relação entre dívida e faturamento já havia mudado. Mesmo com uma dívida de 45 milhões de euros, a quantia foi parcelada a longo prazo e a entrada de capital já estava na altura de 54 milhões de euros.

Experiência nos EUA

O primeiro trabalho de Ronaldo como dirigente foi com o Fort Lauderdale Strikers, clube que disputava o equivalente à segunda divisão da Liga Americana. Ele se tornou um dos sócios da agremiação em 2014, porém não teve muito sucesso. Durante três anos, o Fenômeno encarou várias dificuldades financeiras e não conseguiu evitar que o time encerrasse suas atividades em 2016.

Expectativa com o Cruzeiro

No Cruzeiro, onde Ronaldo investiu R$ 400 milhões, a situação financeira e esportiva não se encontram nada favoráveis. A dívida do clube é estimada em R$ 1 bilhão, há ainda dívidas salariais com jogadores e funcionários, que em outubro era de cerca de R$ 9,1 milhões, além dos R$ 14 milhões devidos à Fifa como punição por inadimplência em contratações — prioridade máxima da nova gestão.

Pensando na dívida bilionária, Ronaldo dará prioridade aos débitos mais urgentes. Até janeiro, o Cruzeiro precisa apresentar um plano de pagamento no Tribunal Regional do Trabalho e no Tribunal de Justiça de Minas Gerais para manter as decisões favoráveis que impedem bloqueios e penhoras de bens do clube.

Os salários atrasados também serão atacados, no primeiro momento. O Cruzeiro acumula débitos com o elenco desde meados de outubro e a ideia é colocar tudo em dia para que 2022 possa começar sem valores em aberto com o elenco celeste.

Relembre como foi a passagem de Ronaldo pelo Cruzeiro como jogador

Ronaldo foi o artilheiro da Supercopa dos Campeões da Libertadores, do Campeonato Mineiro de 1994, pelo Cruzeiro. Na época que estava na Toca da Raposa, ele foi chamado, inclusive, para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, vencida pelo Brasil.

O Fenômeno foi vendido do Cruzeiro ao PSV, da Holanda, em agosto de 1994. Na época, o negócio custou cerca de 6 milhões de dólares, porém, Ronaldo ainda recebeu mais de 2 milhões de dólares pela negociação.

Ronaldo também foi campeão mundial em 2002 com o Brasil e escolhido como o melhor jogador do mundo por três vezes: 1997, 1998 e 2002.

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