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segunda-feira, 5 dezembro 2022

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“Dinamáquina”? Dinamarca é a maior candidata à zebra na Copa do Mundo 2022

Presente no Grupo D, junto de França, Austrália e Tunísia, os dinamarqueses devem se classificar com tranquilidade, e disputarem a liderança com a França

Em toda edição da Copa do Mundo, alguma seleção fora da primeira prateleira do futebol surpreende e assusta o público, como a Croácia, em 2018. A bola da vez para mudar os paradigmas é a Dinamarca, que conta com grandes jogadores e já viveu momentos de glória em seu passado.

Já na Eurocopa de 2021, a Dinamarca fez grande campanha, atingiu as semifinais e só foi eliminada pela Inglaterra após polêmico pênalti em Raheem Sterling, nos minutos finais. De “lá pra cá”, a seleção melhorou seu rendimento e adquiriu mais experiência para o torneio do Catar.

Presente no Grupo D, junto de França, Austrália e Tunísia, os dinamarqueses devem se classificar com tranquilidade, e disputarem a liderança com a França. Apesar do favoritismo e da qualidade dos Blues, especialistas apontam que a Dinamarca pode surpreender e ficar com a liderança.

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Coração valente

Desde que surgiu, em 2010, o cerebral meia Christian Eriksen se tornou o melhor jogador da Seleção Dinamarquesa. Durante jogo da Euro 2021, contra a Finlândia, o atleta sofreu um mal súbito e ficou entre a vida e a morte, mas conseguiu se recuperar. Seu futuro no futebol, a partir dali, se tornou incerto, porém, o mais importante já estava salvo: seu bem estar.

Para retornar aos campo, Eriksen teve de colocar desfibrilador externo automático (DEA), que dá um choque no coração para que ele retome o ritmo cardíaco. O retorno foi pelo Brentford, da Premier League, onde se destacou e chamou a atenção do gigante Manchester United, que o contratou na última janela de transferências.

Pouco mais de um ano depois de um dos episódios mais traumáticos da história do futebol, Eriksen é novamente o craque da Dinamarca, inspirando seus companheiros e ajudando o time a vencer os desafios.

Eriksen é a referência técnica dinamarquesa
Eriksen é a referência técnica dinamarquesa – Foto: Divulgação

Dinamáquina

Comandada pelos irmãos Michael e Brian Laudrup, a Dinamarca fez grandes campanhas entre as décadas de 80 e 90. Na Euro, o time atingiu uma semifinal (1984) e um título (1992). Seis anos depois, na França, os nórdicos foram às quartas de final, melhor resultado do país em Mundiais até os dias de hoje.

A missão da atual geração é repetir os feitos dos antigos ídolos e, quem sabe, superar a história. A Dinamarca compõe o Grupo D, junto de França, Austrália e Tunísia, e deve passar ao mata-mata com tranquilidade.

A convocação da Seleção Dinamarquesa, feita pelo técnico Kasper Hjulmand, é composta por diversos jogadores das principais ligas europeias, que podem oferecer alternativas especiais à equipe durante o torneio.

  •  Time-base (3-4-1-2): Kasper Schmeichel (Nice-FRA), Andreas Christensen (Barcelona-ESP), Simon Kjaer (Sevilla-ESP), Joachim Andersen (Crystal Palace-ING); Rasmus Kristensen (Leeds United-ING), Hojbjerg (Tottenham-ING), Delaney (Sevilla-ESP), Joakim Maehle (Atalanta-ITA) ; Christian Eriksen; Skov Olsen (Club Brugge-BEL), Kasper Dolberg (Sevilla-ESP).
  • Técnico: Kasper Hjulmand
  • Capitão: Simon Kjaer
  • Destaque: Christian Formiga
  • Jogos: Tunísia (22/11); França (26/11); Austrália (30/11).
  • Prognóstico: Candidata à semifinal
  • Melhores participações: 1998 (quartas de final)
  • Ídolos históricos: Brian Laudrup, Michael Laudrup e Kasper Schmeichel
  • Maior goleador: Niels Poul e Jon Dahl Tomasson (52 gols)
  • Jogador que mais vezes atuou: Peter Schmeichel (129 jogos)

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