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terça-feira, 6 dezembro 2022

Renova Excursão

Em um grupo complicado e sem grandes nomes, Austrália aposta no pragmatismo

Seleção deve jogar com linhas baixas e explorando contra-ataques

No grupo D da Copa do Mundo 2022, a Austrália vai reencontrar as europeias Dinamarca e França – que há quatro anos estiveram em seu grupo na Rússia. A única diferença é que o Peru, justamente o adversário na repescagem neste ano, dá lugar à Tunísia.

Apesar de importantes desfalques, a atual campeã mundial França dispensa qualquer tipo de comentário. Tem tudo para avançar de fase com tranquilidade. Curiosamente, mais uma vez os ‘Socceroos’ estreiam contra eles. A Dinamarca, que já era um time interessante há quatro anos, só evoluiu após a chegada de Kasper Hjulmand em 2020, e também será parada dura.

Com o pragmatismo de seu treinador Graham Arnold, a Austrália deverá jogar com linhas baixas e explorando contra-ataques. Competir bem defensivamente é a prioridade. Uma vitória contra a Tunísia na segunda rodada, teoricamente o confronto mais acessível, seria crucial para as pretensões australianas. Provavelmente, só assim para chegarem na última rodada com chances de classificação diante dos dinamarqueses.

Ciclo ruim e vaga na repescagem graças a herói improvável

Após estrear em Copas do Mundo FIFA em 1974, a Austrália teve que esperar até 2006 para voltar a disputar uma edição do torneio. E foi lá que conseguiu o seu melhor resultado até hoje: chegou até as oitavas de final (a única vez na qual não caiu na fase de grupos). De lá pra cá, se classificou para todas as edições, mas com um sufoco fora do habitual desta vez.

Sim, é verdade que em 2018 a vaga também foi conquistada via repescagem. Acontece que dessa vez, quase que os australianos sequer chegaram lá. Tropeçaram em seis de dez jogos e ficaram apenas um pontinho à frente de Omã. A primeira tarefa foi bater os Emirados Árabes Unidos nos playoffs asiáticos. Conseguiram. Vitória por 2 a 1 com gol do meio-campista Ajdin Hrustić no finalzinho.

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Aí, sim, na repescagem, foi a vez de eliminar o Peru. Com bola rolando, 120 minutos de um jogo bastante fraco. Após empate sem gols, foi aí que surgiu um personagem inusitado. No finalzinho da prorrogação, o goleiro e capitão Mathew Ryan deixou o campo para a entrada de Andrew Redmayne. O grandalhão de 1,94, até então desconhecido para o restante do mundo, ficava se movendo de maneira espalhafatosa em cima da linha antes dos peruanos cobrarem. E foi assim que defendeu o pênalti de Alex Valera para colocar seu país no Mundial.

Trio de refugiados com origens sul-sudanesas

A Austrália conta com somente oito remanescentes da última Copa: os goleiros Mathew Ryan e Danny Vukovic; o zagueiro Miloš Degenek; o lateral Aziz Behich; os meio-campistas Aaron Mooy e Jackson Irvine; e os atacantes Jamie MacLaren e Mathew Leckie.

No meio dos 18 estreantes, chama a atenção o trio de refugiados que são de famílias com origem no Sudão do Sul. O mais experiente deles, o ponta-esquerda Awer Mabil (27) atualmente joga no Cádiz-ESP. Tem 8 gols em 29 jogos pela seleção. Já o zagueiro Thomas Deng tem 25 anos e atua no Albirex Niigata-JAP. Também pode atuar como lateral-direito.

Por fim, mas não menos importante, Garang Kuol. Ele, que completou 18 anos no último dia 14 de setembro, será o jogador mais jovem dessa edição. O meia-atacante atua no Central Coast Mariners, mas já tem tudo acertado para defender o Newcastle-ING. Os ingleses se adiantaram e foram bem-sucedidos ao garantir a contratação do prodígio, que se juntará ao clube em janeiro.

Trio mostra a renovação do escrete australiano
Trio mostra a renovação do escrete australiano – Foto: Divulgação
  • Time base (4-2-3-1): Mathew Ryan (København-DIN); Fran Karačić (Brescia-ITA), Harry Souttar (Stoke City-ING), Kye Rowes (Heart-ESC), Aziz Behich (Dundee United-ESC); Jackson Irvine (Sankt Pauli-ALE), Aaron Mooy (Celtic-ESC); Martin Boyle (Hibernian-ESC), Ajdin Hrustić (Hellas Verona-ITA), Awer Mabil (Cádiz-ESP); Jamie MacLaren (Melbourne City-AUS).
  • Técnico: Graham Arnold
  • Capitão: Mathew Ryan
  • Destaque: Aaron Mooy
  • Jogos: França (22/11), Tunísia (26/11) e Dinamarca (30/11).
  • Prognóstico: Corre por fora pela segunda vaga do grupo
  • Melhor participação: 2006 (oitavas de final)
  • Ídolos históricos: Harry Kewell, Mark Schwarzer, Mark Viduka e Tim Cahill
  • Maior goleador: Tim Cahill (50 gols)
  • Jogador que mais vezes atuou: Mark Schwarzer (109 jogos)

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