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terça-feira, 6 dezembro 2022

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Famosa geração da Bélgica chega na Copa do Mundo envelhecida e sem mesmo prestígio de 2018

Comandada pelo espanhol Roberto Martínez, Seleção Belga atua, há muito tempo, com três zagueiros, aproveitando a força ofensiva dos alas.

Na Copa do Mundo de 2018, disputada na Rússia, a tão falada geração da Bélgica surpreendeu muita gente e eliminou o Brasil, vencendo por 2 a 1. Expoentes como Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku, que estavam em grande fase, foram fundamentais para a seleção chegar à semifinal. Atualmente, o momento é outro.

A Bélgica vive um momento de entressafra. Peças fundamentais em 2018, o zagueiro Vincent Kompany e os volantes Marouane Fellaini e Moussa Dembélé deixaram o time. Outros seguem na lista, mas não vivem o auge. Eden Hazard, um dos craques da Copa da Rússia, rumou ao Real Madrid-ESP após o mundial e, desde então, não conseguiu se firmar, vivendo um grande declínio técnico e físico. Quem também não vive boa fase é o atacante Lukaku, que tem convivido com incômodas lesões musculares.

A defesa belga é outro ponto de atenção. Apesar de contar com Thibaut Courtois, eleito o melhor goleiro do futebol mundial na temporada, os diabos vermelhos, que costumam jogar com três zagueiros, não contam grandes opções. Toby Alderweireld (33 anos), Jan Vertonghen (35 anos) e Jason Denayer (27 anos) estão longe dos auges de suas carreiras, e podem complicar a equipe contra ataques potentes.

A dupla de ouro da Bélgica

Dois jogadores se mantiveram em alto nível desde 2018, com franca evolução. Um deles é o goleiro Courtois, que se tornou um dos mais fundamentais jogadores do Real Madrid na conquista da última edição da Champions League, sendo eleito o Melhor Goleiro do Mundo e 7º oitavo melhor jogador do mundo. A expectativa é que o arqueiro seja um verdadeiro paredão nos jogos da Bélgica, como tem feito nos anos recentes de sua carreira.

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Na linha, a referência é o meio-campista Kevin De Bruyne, peça fundamental para criar jogadas de ataque para os belgas. Na última Copa do Mundo, o camisa 7 foi carrasco do Brasil, marcando um belo gol na vitória por 2 a 1. O jogador acumulou, durante os últimos anos, atuações e temporadas de gala com a camisa do Manchester City-ING.

Curiosamente, Courtois e De Bruyne são desafetos fora do campo, já que o goleiro teve relações com a ex-namorada do meia.

De Bruyne é um dos grandes jogadores de sua geração
De Bruyne é um dos grandes jogadores de sua geração – Foto: Divulgação

Como joga?

Comandada pelo espanhol Roberto Martínez, a Bélgica atua, há muito tempo, com três zagueiros, aproveitando a força ofensiva dos alas. Na direita, o corredor é composto por Thomas Meunier, enquanto o outro lado é de Yannick Ferreira Carrasco. O sistema ofensivo dos belgas é formado ainda pelo trio Eden Hazard, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku na referência. Porém, com dores, o camisa 9 deve ser desfalque nas primeiras partidas, podendo ser substituído por Dries Mertens e Michy Batshuayi.

O Grupo F, que conta com Bélgica, Croácia, Marrocos e Canadá, é um dos mais equilibrados da Copa do Mundo. A dupla europeia é franca favorita à classificações, mas marroquinos e canadenses possuem jogadores de destaque e podem incomodar.

  • Time-base (3-4-1-2): Thibaut Courtois (Real Madrid-ESP); Leander Dendoncker (Aston Villa-ING), Toby Alderweireld (Tottenham-ING) e Jan Vertonghen (Benfica-POR); Thomas Meunier (Borussia Dortmund-ALE), Axel Witsel (Atlético de Madrid-ESP), Youri Tielemans (Leicester-ING) e Yannick Ferreira Carrasco (Atlético de Madrid-ESP); Kevin De Bruyne (Manchester City-ING); Eden Hazard (Real Madrid-ESP) e Romelu Lukaku (Internazionale-INT)
  • Técnico: Roberto Martínez
  • Capitão: Eden Hazard
  • Destaque: Kevin De Bruyne
  • Jogos: Canadá (23/11), Marrocos (27/11) e Croácia (01/12)
  • Prognóstico: Candidata às quartas de final
  • Melhores participações: 2018 (terceiro colocado)
  • Ídolos históricos: Michel Preud´Homme, Marc Wilmots e Vincent Kompany
  • Maior goleador: Romelu Lukaku (68 gols)
  • Jogador que mais vezes atuou: Jan Vertonghen (142 jogos)

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