20.4 C
Belo Horizonte
segunda-feira, 5 dezembro 2022

Renova Excursão

Geração renovada é esperança de boa campanha dos Estados Unidos no Catar

A convocação do técnico Gregg Berhalter privilegiou os atletas jovens e com maioria formada por atletas de grandes ligas europeias e da Major League Soccer

Por anos, se repetiu a ideia de que, no futuro, os Estados Unidos se tornariam uma potência no futebol, assim como é nos outros esportes, devido ao poder organizacional e de investimentos do país. A profecia, porém, não se cumpriu, e os Yankees sequer se classificaram à Copa do Mundo disputada na Rússia, em 2018.

Para a disputa no Catar, a expectativa é a Seleção Americana se recolocar com destaque no cenário internacional do futebol. O êxito nessa meta passa, diretamente, por um grupo de jovens jogadores que ascenderam nos últimos anos, tanto na Europa quanto na Major League Soccer – campeonato local, que aposta na formação de novos talentos.

Os garotos de ouro

Giovanni Reyna (Borussia Dortmund-ALE), 20 anos; Christian Pulisic (Chelsea-ING), 24 anos; Sergino Dest (Milan-ITA), 22 anos; Timothy Weah (Lille-FRA), 22 anos; Winston McKennie (Juventus-ITA), 24 anos. Esses são alguns dos nomes que possuem a missão de recolocar os Estados Unidos no destaque do futebol mundial. O principal desafio será saber lidar com a inexperiência em mundiais, já que grande parte do elenco sequer já disputou o torneio, visto que a última ida estadunidense à Copa do Mundo foi em 2014, no Brasil.

Pulisic é referência na equipe, apesar da pouca idade
Pulisic é referência na equipe, apesar da pouca idade – Foto: Divulgação/Christian Pulisic

Por outro lado, qualidade técnica não falta. As novas estrelas americanas possuem habilidade de sobra, e podem desequilibrar partidas que se desenhem amarradas. Na disputa direta contra os concorrentes do Grupo B, que conta com Irã, Inglaterra e País de Gales, os Estados Unidos lutam pela segunda vaga, já que os ingleses devem avançar na liderança.

+ Presença frequente em Mundiais, Irã agora sonha com voos maiores

A convocação do técnico Gregg Berhalter privilegiou os atletas jovens e com maioria formada por atletas de grandes ligas europeias e da Major League Soccer.

Uma geração histórica

Os jovens que hoje são os representantes dos mais de 331 milhões de norte-americanos, estavam, até outro dia, no sofá, assistindo a equipe que colocou os Estados Unidos em evidência no futebol. Landon Donovan, Tim Howard e Clint Dempsey foram responsáveis por grandes campanhas da equipe, como o vice-campeonato da Copa das Confederações, em 2009.

+ Equador vai ao Catar embalado por grande campanha nas Eliminatórias da América do Sul

Na Copa de 2002, os Estados Unidos fizeram uma campanha histórica, atingindo as quartas de final, com destaque para Donovan, eleito o melhor jogador jovem do torneio. A participação, que só terminou em derrota magra para a Alemanha, é a segunda melhor da história do país em mundiais, ficando atrás apenas de 1930, quando os Yankees foram às semifinais.

  • Time base (4-3-3): Matt Turner (Arsenal-ING); Sergino Dest (Milan-ITA), Aaron Long (Red Bull New York-EUA), Walker Zimmermann (Nashville-EUA) e Antonee Robinson (Fulham-ING); Tyler Adams (Leeds United-ING), Winston McKennie (Juventus-ITA) e Brenden Aaronson (Leeds United-ING); Christian Pulisic (Chelsea-ING), Giovanni Reyna (Borussia Dortmund-ALE) e Jesus Ferreyra (Dallas-EUA).
  • Técnico: Gregg Berhalter
  • Capitão: Christian Pulisic
  • Destaque: Christian Pulisic
  • Jogos: País de Gales (21/11), Inglaterra (25/11) e Irã (29/11)
  • Prognóstico: Disputa pela segunda vaga do grupo
  • Melhores participações: 1958 (quartas de final)
  • Ídolos históricos: Tim Howard, Landon Donovan, Alexi Lalas
  • Maior goleador: Clint Dempsey e Landon Donovan (57 gols)
  • Jogador que mais vezes atuou: Cobi Jones (164 jogos)

Você pode gostar também:

RECENTES

Veja também sobre: