Crédito da foto: FaceApp/Divulgação

Se você esteve antenado nas redes sociais nos últimos dias, percebeu a nova febre da internet, o “FaceApp”. Esse é um aplicativo que envelhece o rosto das pessoas através de um filtro próprio, tentando deduzir como ficariam daqui há vários anos, já na terceira idade. A brincadeira ganhou uma proporção enorme nas mídias, alcançando o primeiro lugar na lista de downloads no Google Play e App Store.

Entretanto, o que muitos não sabem, é que o aplicativo fornece informações e dados pessoais dos usuários para a desenvolvedora de tecnologia russa Wireless Lab. Apesar do aparente desconhecimento das pessoas, o aplicativo não faz isso de maneira enganosa, pois é explicado nos termos de uso no momento de baixar o app. Imagens e outros materiais publicados pelo “FaceApp”, junto com histórico de navegação, podem ser utilizados pela empresa dona do aplicativo.

Dentre os dados, os termos de uso do aplicativo também promove arquivos pequenos que se instalam no dispositivo afim de analisar comportamentos online e tendências. E, também, os metadados, que permite saber de qual maneira e em qual horário o usuário utiliza determinado conteúdo. Mesmo com tanta interferência nos smartphones, é frequente ver pessoas que fazem o download de qualquer aplicativo sem ler os termos de uso, que é, nada mais, nada menos, um contrato que permite alguma ação por parte do conteúdo, e aceitar é como se fosse a assinatura da pessoa.

Em caso de problema com o “FaceApp“, sendo vazamento de informação, acionar o aplicativo na justiça não será muito fácil, já que o mesmo não tem sede no Brasil. Os dados recolhidos são armazenados nos Estados Unidos, onde há lei específica para proteção de dados do usuário. Portanto, é recomendado que leia sempre os termos de uso e saiba com o que se permite na internet.

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