Governo Federal anuncia prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses

Na última terça-feira (9), o ministro da Economia Paulo Guedes anunciou, durante a 34º Reunião do Conselho de Governo, a prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses. De acordo com o ministro, a continuidade no pagamento do benefício oferecerá ao setor produtivo a oportunidade de se preparar para a retomada das atividades e permitirá ao país entrar na fase de “decolar novamente”.

O auxílio emergencial é um benefício financeiro concedido pelo Governo Federal a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, e visa fornecer proteção no período de enfrentamento à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. Inicialmente, a previsão era o pagamento de três parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras).

Na semana passada, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, havia informado que a eventual prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses deve elevar o custo do programa para um valor entre R$ 202 bilhões e R$ 203 bilhões.

Presidente vetará extensão do auxílio emergencial se Congresso fixar valor em 600 reais

Apesar do Ministério da Economia anunciar a prorrogação do auxílio, na última quinta-feira (11), o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que pretende vetar essa prorrogação caso o Congresso decida pela manutenção do valor de R$ 600. A declaração foi dada durante transmissão em rede social.

Para as novas parcelas do auxílio, o Ministério da Economia pretende reajustar o valor mensal para R$ 300, pois, segundo Bolsonaro, se o país pagar mais duas parcelas de R$ 600, o Brasil vai desenvolver “uma dívida cada vez mais impagável”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende a manutenção dos R$ 600 mensais e já afirmou que, para prorrogar o auxílio com um menor valor, o governo federal terá de enviar um novo projeto de lei ao Congresso.

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