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Retomada operacional da Samarco está mantida para o final do ano de 2020

A crise sanitária causada pelo novo coronavírus, em todo o mundo, não atrapalhou, até o momento, os planos da Samarco de voltar com suas atividades operacionais em Mariana-MG no final do ano de 2020.

A mineradora, que mantém algumas atividades como a de manutenção de equipamentos e realização de obras para que não haja barragem de rejeitos na nova operação, em Germano, informou à redação do Mais Minas que a “previsão de retomada operacional está mantida para o final do ano e ocorrerá após a implantação do sistema de filtragem de rejeitos, em andamento, e conclusão das atividades de prontidão operacional”.

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Ainda no informe, a Samarco afirma que “a retomada será de forma gradual, inicialmente, com um concentrador em Germano, em Minas Gerais, e uma usina de pelotização em Ubu, no Espírito Santo, ou seja, com 26% da capacidade. A produção inicial prevista é de aproximadamente 8 milhões de toneladas por ano”.

Sobre a forma da disposição dos rejeitos da mineração, a mineradora voltará a operar com um sistema de filtragem e empilhamento a seco. “Para a retomada das operações, a Samarco está implementando o sistema de filtragem de rejeitos, que possibilitará o empilhamento a seco de 80% do rejeito a ser gerado no processo produtivo. Os 20% restantes serão dispostos na Cava Alegria Sul, uma estrutura de formação natural rochosa e confinada que permite a contenção natural do rejeito de forma mais segura. Toda a água extraída com a filtragem será recirculada no processo produtivo tornando-o mais sustentável, apoiado em boas práticas de sustentabilidade”, ressalta a nota da empresa.

A Samarco recebeu, no dia 25 de outubro de 2019, a Licença de Operação Corretiva (LOC), aprovada pela Câmara de Atividades Minerárias (CMI), do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), por 10 votos a 1. A licença foi dada para o complexo de Germano, onde ficava a barragem de Fundão, que se rompeu em 2015. Com essa última liberação, a empresa obteve todas as licenças ambientais necessárias para voltar com suas operações em Mariana. Contudo, a empresa não retomou as atividades de imediato, estimando um prazo de 12 meses, à partir da obtenção da LOC, para voltar a operar em Mariana.

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