Ultimate magazine theme for WordPress.

“Não há risco iminente de ruptura”, diz novo comunicado da Vale sobre barragem Xingu, em Mariana

A Vale emitiu um novo comunicado nesta quarta-feira, 16, sobre a paralisação de parte das atividades do Complexo Mariana após sofrer uma interdição da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), que considerou que a estrutura “corre grave e iminente risco de ruptura por liquefação”, o que foi negado pela mineradora.

A barragem em questão está interditada desde março do ano passado pela Agência de Mineração (ANM) e não recebe rejeitos de minério de ferro há mais de 20 anos. De acordo com a Superintendência, um desastre envolvendo essa barragem poderia causar um soterramento de trabalhadores de Mariana, que já viveu cenas de terror em 2015, quando a barragem da Samarco rompeu em Bento Rodrigues, matando 19 pessoas.

Campanha Unimed

Com a decisão, foi paralisado a circulação de trens no Ramal Fábrica Nova, da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), localizado no Complexo Mariana. A medida impede o escoamento do material produzido na Usina Timbopeba durante a interdição e, por consequência, levará à paralisação temporária da produção nesta unidade, com impacto estimado em 33 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia. Adicionalmente, foram interditados alguns acessos internos da Mina Alegria, com impactos parciais da usina estimados em 7,5 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia.

No novo informe da Vale, a multinacional brasileira informou que, “em respeito ao termo de interdição lavrado pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT), continuam suspensos o acesso de trabalhadores e a circulação de veículos na zona da inundação da barragem Xingu, incluindo da Mina Alegria, sendo permitido apenas, mediante rigoroso protocolo de segurança, o ingresso de pessoas que trabalham nas atividades de estabilização da estrutura e nas ações estruturantes para implementação do trem não tripulado”.

LEIA MAIS:  Mariana terá vacinação contra a COVID para pessoas entre 39 e 41 anos na próxima semana

A mineradora explanou um pouco sobre algumas medidas que estão sendo adotadas para que a operação de produção de minério volte com capacidade de 80 a 100%.

“Após a interdição, a Vale deu início a testes para implantação de trem não tripulado, com carga reduzida. Durante a fase de testes do trem não tripulado há menor circulação de composições no ramal, com velocidade reduzida, com retorno gradual da carga transportada. Após a integral implementação, o trem não tripulado percorrerá um trecho de 16 km por meio de sistema de controle integrado capaz de realizar operações de aceleração e frenagem dinâmica de forma automática. Espera-se que, ao fim dos testes e da implantação, que devem durar entre 1 e 2 meses, a usina de Timbopeba seja capaz de manter a operação em cerca de 80-100% de sua capacidade diária de 33 mil toneladas”, revelou.

Por fim, a Companhia deu detalhes sobre a situação da estrutura que motivou à paralisação de atividades da empresa em Mariana.

“A Companhia ressalta que a Barragem Xingu permanece em nível 2 de emergência, conforme Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM), em que não há risco iminente de ruptura. A inexistência de risco iminente ou alteração na condição da estrutura foi reforçada após visita técnica realizada em 15/06/2021 pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A segurança da estrutura foi e continua a ser objeto de constantes melhorias. A barragem é monitorada e inspecionada por equipe técnica especializada, estando incluída no plano de descaracterização de barragens da companhia. Por máxima cautela, a Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem Xingu permanece evacuada, não havendo a presença permanente de pessoas na área”, encerra o comunicado.

LEIA MAIS:  O abandono de veículos em via pública pode estar com os dias contados

Inscreva-se para RECEBER diariamente uma lista com as nossas principais notícias. É GRATUITO!

Não enviamos spam! Leia nossa política de privacidade para mais detalhes.

COMENTÁRIOS