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Com 100% de leitos de Covid-19 ocupados, Ouro Preto avalia aumentar restrições

Na sexta-feira haverá uma nova reunião do Comitê de Covid-19 para fazer uma avaliação e decidir se haverá maiores restrições, como medida de prevenção no município.
Rômulo Soares 12 de janeiro de 2022 às 20:11
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3 min
Foto: Geraldo Bubniak/Agência de Notícias do Paraná
Foto: Geraldo Bubniak/Agência de Notícias do Paraná

Ouro Preto volta a registrar alta nos casos de Covid-19. De acordo com o Boletim Epidemiológico mais recente, divulgado pela Prefeitura Municipal, 52 novos casos positivos foram registrados em 24h. Na segunda-feira, 10 de janeiro, 100 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus. Considerando todo o início do ano, foram 556 ouro-pretanos infectados com o vírus.

Para se ter ideia do tamanho da evolução do número de casos, contando todo o mês de dezembro do ano passado, foram 562 casos de Covid-19 confirmados em Ouro Preto. Até o dia 31 de dezembro, a taxa de ocupação dos leitos destinados para atender pacientes infectados com o novo coronavírus era de 40%, hoje é de 100%.


No boletim mais recente consta ainda que 6.599 positivados estão recuperados, há 14 infectados internados (sendo quatro de Ouro Preto) e 133 óbitos pela doença na cidade.

Com o aumento considerável no número de casos e 100% dos leitos ocupados, a Secretaria de Saúde de Ouro Preto está em contato com o Governo de Minas Gerais. Na quarta-feira, 12 de janeiro, foi discutida a possibilidade de aumentar as restrições na cidade. Na sexta-feira, 14 de janeiro, haverá uma nova reunião do Comitê de Covid-19 para fazer uma avaliação e decidir se haverá maiores restrições, como medida de prevenção no município.

Mesmo com 93,55% da população de Ouro Preto parcialmente imunizada contra a Covid-19, 91,54% com a cobertura da segunda dose ou dose única e 19,33% da cobertura da dose de reforço, o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira, explica que apenas a vacinação não é suficiente para conter o número de casos.

“A vacinação vai impedir casos moderados e graves, mas ela não impede novas contaminações. É como a gripe, que anualmente temos o risco de reinfecção. A vacina é para que sejam casso brandos, por isso, ela sozinha não resolve o problema. As ações de cuidado que são fundamentais. É para continuar com os isolamentos e uso de máscara. Há um aumento nos últimos dias, estamos em monitoramento e em constante conversa com o estado. Já estamos olhando possíveis estratégias de restrição caso persista esse aumento“, disse Leandro Moreira.

Além disso, o secretário explicou que o fato dos leitos destinados para pacientes com Covid-19 reforça a necessidade da dose de reforço e de completar o esquema vacinal. “É fundamental. Temos um número muito bom na primeira dose, razoável na segunda, mas o reforço ainda precisa evoluir muito”, finalizou.

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Última atualização em 13 de janeiro de 2022 às 04:10