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“Mãezinha, e se você tivesse tomado essa vacina?”, lamenta filho único ao ser vacinado contra a Covid-19

Anderson Luiz Oliveira, de 36 anos, perdeu a mãe em janeiro vítima da Covid-19. Ao ser vacinado, o assistente administrativo publicou no Instagram uma imagem do momento da aplicação da vacina contra a doença e fez um desabado emocionante: “Mãezinha, e se você tivesse tomado essa vacina, escreveu na legenda da foto. 

Gorete Lira, de 58 anos, foi uma das vítimas da chamada “Segunda Onda da Covid-19”.A professora da rede pública de educação faleceu após cinco dias internada no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro Colorado, em Manaus, pois na ocasião o sistema de saúde havia entrado em colapso e não havia vaga nos hospitais da cidade. Sua morte foi registrada no dia 9 de janeiro deste ano. 

Campanha Unimed

Em apenas cinco dias minha mãe faleceu, ela estava com problemas de respiração por falta  de oxigênio, então teve complicações  de respiração, em seguida teve parada cardíaca”, relatou Anderson em entrevista exclusiva  ao portal Mais Minas.

No mês de janeiro o estado do Amazonas vivenciou um cenário de caos devido ao súbito aumento de casos de infecção pelo coronavírus, além da polêmica falta de oxigênio. Somente no primeiro mês do ano, o estado nortista registrou 3.556 mortes em decorrência do coronavírus. 

“Eu tinha acabado de realizar o sonho dela que era dar a sua casa própria, morávamos alugado, minha mamãe viveu apenas 6 meses na casa que ela tanto sonhou em ter. Quando ela partiu, eu fiquei arrasado, desestruturado, com psicológico muito abalado. Até hoje eu não consigo acreditar que minha mãe partiu tão cedo por causa desse vírus. E eu acabei ficando sozinho, eu era filho único, era só eu e ela”

Anderson e Gorete com as chances da casa própria, comprada há seis meses antes de Gorete falecer

Uma das cenas mais estarrecedoras da pandemia ocorreu em Manaus no mês de janeiro, quando foi feito um registro dos cemitérios com filas de carros fúnebres. Especialistas atribuíram o aumento dos casos na cidade a diversos fatores, entre eles às festas de final de ano e a presença da nova variante (P.1) na capital amazonense. 

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Somente quem viveu o drama de perder um familiar durante a pandemia compreende a dor da partida inesperada, e o pior, sem despedida. “Devido a pandemia, minha mãe  não pode ser velada. Tive que  sair  direto do hospital para o cemitério e chegando no cemitério só poderia entrar 3 pessoas da família, isso me abalou muito, fiquei sem chão, sem expectativa de vida, muito assustado e abalado”.

Indagado sobre a emoção registrada durante sua imunização contra a Covid-19, Anderson disse que o momento “foi uma mistura de sentimentos, de revolta e, ao mesmo tempo, de esperança. Quantas pessoas se foram por causo desse vírus? Quantas pessoas não tiveram essa oportunidade que eu estou  tendo? A emoção  foi mais de agradecimento por Deus ter me dado a oportunidade de tomar a vacina e principalmente por  homenagear minha mãe  que tanto sonhou com a vacina e não teve oportunidade. Isso tudo foi pra ela, por ela, e por mim, me fez ter a esperança que dias melhores virão, que tudo voltará  a ser como antes. Na hora da vacina eu só lembrava de tudo que vivemos durante os anos que passamos juntos e o quanto a gente era feliz”.

Popularmente conhecido como Andinho, ele recorda da mãe com saudades. “Nossa relação era muito linda. Minha mãe era minha fã n°1 e eu dela. Tínhamos uma amor muito lindo de mãe e filho. Eu perdi o grande amor da minha vida, ela era a joia mais preciosa que eu tinha. Tomo bênção dela todos os dias e peço forcas para não desistir. Esse amor que eu tenho por ela que está me ajudando a superar tudo”. 

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Segundo os número divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa, até a última sexta-feira (18), o Brasil havia registrado 498.621 mortes pela Covid-19. O estado do Amazonas é o que está mais avança na imunização.

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