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A Organização Mundial da Saúde (OMS) envia vacinas contra a cólera e mosquiteiros a Moçambique

Cerca de 900 mil doses orais de vacinas para a cólera e 900 mil mosquiteiros estão a caminho de Moçambique, onde o acesso à água potável é um grande problema dias após o ciclone Idai ter atingido o sudeste da África, disse a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira (26).
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“A Organização Mundial da Saúde está se preparando para tratar doenças diarreicas em áreas afetadas pelo ciclone”, disse Djamila Cabral, representante da OMS em Moçambique. “Famílias, mulheres grávidas e bebês vivem em abrigos temporários em condições terríveis, sem a segurança do fornecimento de alimentos ou água potável e saneamento”, disse Djamila.

De acordo com a UNICEF Moçambique, devido a devastação provocada pelo ciclone Idai, muitas escolas e hospitais foram destruídos ou danificados ou estão sendo usados como abrigo. Ainda de acordo com o órgão, o acesso às zonas afetadas tem sido um dos principais desafios na ajuda humanitária, mas a cada dia as estradas estão sendo liberadas e mais ajuda consegue chegar às vítimas.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, tem disponíveis 120 milhões de dólares para conceder a Moçambique, com o intuito de ajudar o país na reposição dos estragos causados pelo ciclone IDAI.

Segundo o chefe da Divisão do Departamento Africano do FMI, Ricardo Veloso, só depois de quatro anos é que o país deverá iniciar o pagamento do empréstimo, sem nenhuma taxa de juro acrescida à quantia desembolsada.

“No caso Moçambique nós trabalhamos com a quota que o país tem no FMI, os valores seriam algo entre 60 milhões de dólares e 120 milhões de dólares e um desembolso. Dada a magnitude do que aconteceu aqui, a minha expectativa é de que seja mais o valor mais alto; 120 milhões de dólares mas é um empréstimo a 10 anos com taxas de juro zero e com período de carência de 4 ou 5 aos, do nosso ponto de vista o tipo de empréstimo mais concessional que o FMI tem”, disse Ricardo Veloso falando, nesta terça-feira, em conferência de imprensa do FMI para avaliar a situação macroeconômica de Moçambique.”

Pelo menos três milhões de pessoas, incluindo um milhão de crianças, foram afetadas pelo ciclone, que destruiu casas e causou enchentes devastadoras, disse a ONU.

O número de mortes deve aumentar à medida que as águas recuam, segundo a ONU.

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