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Pastor é suspeito de assediar menores em Belo Horizonte

Um pastor da Igreja Batista Getsêmani, que atua em quatro templos na região de Venda Nova, é suspeito de abusar sexualmente de adolescentes da congregação. O líder religioso foi denunciado à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (23) pela própria direção da igreja.

Uma das supostas vítimas é uma adolescente de 14 anos que teria sido assediada ainda quando tinha 13 anos de idade. Ela prestou depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no bairro Carlos Prestes, região Noroeste de Belo Horizonte. E ainda, outras duas supostas vítimas também prestaram depoimento na semana passada.

De acordo com Daniela Linhares, filha do pastor líder da igreja Getsêmani, o suspeito pode ter feito 30 vítimas nos últimos cinco anos. Ela também afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia, que o comportamento do pastor trazia desconfiança, pois, até então, sabia que ele “cantava mulheres”.

O pastor acusado negou todas as acusações feitas a ele.

O pastor Jorge Linhares, líder da Getsêmani, disse que era amigo do suspeito há 23 anos e sempre foi um exemplo a ser seguido. Entretanto, também pediu para que o caso seja apurado.

Segundo o site da Getsêmani, são mais de 50 templos somente em Minas Gerais, a maioria na capital e na Grande BH. Está presente também em outros países da Europa e na África.

Em nota, os advogados Hudson Cambraia e Raphael Maia, representantes judiciais do Pastor Jerusan Batista Queiroz, informam que todas as informações divulgadas sobre as acusações são falsas.

“O Pr. Jerusan é detentor de uma história de retidão e dedicação à Igreja e à sua família e, exatamente por sua trajetória, é vítima de ataques infundados, com o objetivo de manchar a sua imagem e impedi-lo de prosseguir o seu trabalho junto à Igreja Batista Getsêmani.

Os fatos narrados não são verdadeiros e a defesa já possui todos os elementos para demonstrar a sua inocência. Infelizmente, o tempo do processo não costuma ser tão célere quanto o de pessoas mal-intencionadas, que utilizam a velocidade das redes sociais para propagar falsas informações. Mais triste é perceber que jovens estão sendo utilizados como ferramenta em um jogo de interesses pessoais que têm por objetivo manchar a reputação de um homem que passou a vida a serviço da comunidade.

A defesa acredita firmemente no trabalho da Polícia e da Justiça e está cuidando para que tudo seja devidamente esclarecido e para que se comprove a inocência do Pr. Jerusan. É de suma importância que se tenha responsabilidade ao tratar com a imagem e a reputação de pessoas públicas e que são referência nas comunidades em que atuam, pois, não se pode desconstruir, de forma precipitada, uma reputação cunhada com árduo trabalho durante anos.”

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