Após receber denúncia anônima, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (21), Antônio Celso Santana Lima Junior, 32 anos, suspeito de falsificar e adulterar bebidas alcoólicas em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante a ação, diversas garrafas de produtos foram apreendidas.

A prisão foi cumprida depois que os policiais civis flagraram o momento em que o suspeito recebia de um indivíduo duas caixas fechadas com garrafas de bebidas. Apurou-se que as falsificações envolviam bebidas de marcas famosas, como Tanqueray, Absolut, Black Label e Red Label. Os fornecedores de Antônio entregavam as garrafas vazias dos produtos para que ele as completasse com substância falsificada.

O fornecedor flagrado pela Polícia entregando as garrafas alegou à equipe que não sabia o propósito dos recipientes e, por isso, não foi preso. Na residência de Antônio, localizada no bairro São Jorge, foram apreendidos cerca de 20 litros de produto alcoólico, que o próprio preso assumiu ser álcool de cereal destinado às garrafas.

Além disso, a PCMG apreendeu um funil e um coador, utilizados para manusear as substâncias nos vasilhames. ¿Ressalta-se que o produto (álcool de cereal) não ia in natura para as garrafas, e sim era feita uma espécie de beneficiamento para aumentar o rendimento da bebida¿, explicou o Delegado do caso, Gustavo Barletta.

Para tanto, o suspeito utilizava uma receita em que para cada um litro e/ou dose de álcool de cereal eram acrescidos dois litros e/ou dose de água. Já para as bebidas de tonalidades mais escuras, como por exemplo o Whisky, era acrescido corante de cor escura.

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Ainda de acordo com Barletta, o esquema criminoso já perdura há mais de três anos. Os produtos falsificados eram distribuídos em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Ainda não há indícios de que Antônio estivesse agindo com comparsas, mas as investigações ainda estão em andamento. ¿É uma ação de impacto para a saúde pública, uma vez que se trata de produtos adulterados que são altamente nocivas para o consumo¿, finalizou o Delegado.

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