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Policiais do Detran receberam mais de R$ 18 milhões em propina

Mais de R$ 18 milhões foram desviados por delegados, policiais civis e militares, despachantes, comerciantes e donos de pátios de apreensão de veículos em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MP), eles são acusados de cobrarem propina para a liberação e a transferência de veículos, desvio de peças e equipamentos de carros apreendidos, participação em lucros dos pátios de apreensão e de inserirem dados falsos nos sistemas informatizados do Detran.

No total, o MP denunciou 16 pessoas por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, peculato, inserção de dados falsos em sistemas de informações, obstrução de investigação e lavagem de dinheiro. “Trata-se de organização criminosa que cobra quantias indevidas para liberação de veículos, entrega de documentos e realização de vistorias”, afirmam os promotores de Justiça na denúncia.

Operação Cataclisma

No dia 28 de novembro, os envolvidos foram alvo da Operação Cataclisma, realizada em conjunto com a Polícia Civil, Polícia Militar e Receita Estadual. A operação cumpriu 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão temporária contra integrantes de uma organização criminosa que atuava no município. Na operação, nove dos 16 denunciados foram presos. Além disso, foram apreendidos mais de R$ 840 mil em dinheiro.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pelo Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Gepp) e por três Promotorias de Justiça de Santa Luzia, com o apoio do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC).

A promotora de Justiça do Gaeco, Paula Ayres, afirma que os crimes vão desde o recebimento de pequenas propinas até a participação dos policiais nos lucros dos pátios da cidade. “Com a liberação dos veículos, ganhavam propina. Além disso, identificamos a apreensão simulada de veículos no sistema, com o objetivo de acelerar a liberação. Ele era apreendido no sistema da Polícia Civil (PC) e, em seguida, a apreensão era cancelada. O carro nem chegava a ir para o pátio”, afirma a promotora de Justiça.

Denunciados pela operação

Christian Nunes de Andrade, delegado de polícia Marcelo Nonato Magalhães, investigador de polícia Cláudia Márcia da Silva, investigadora de polícia Emerson Rodrigues, servidor público municipal Paulo Roberto Ferreira Rosa, policial civil Wagner Tadeu Pereira Seixas, policial civil Rodrigo Palhares Horta, policial civil Nélio Aristeu Zeferino, policial militar João Pedro Martins, empresário Bárbara Flaviane dos Santos, empresária José Moreira de Souza, gerente de pátio de apreensão Ida do Carmo Bacelete, delegada de polícia Any Aparecida Fernandes Bacelete Belchior Roberto de Rezende Lara, vigilante.

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