Vereadores de Mariana-MG criticam suspensão das linhas de ônibus da Transcotta nos distritos

Vereadores criticam suspensão das linhas de ônibus da Transcotta nos distritos
Vereador Juliano Duarte, autor do Requerimento 143/2020 - Foto: Arquivo ASCOM/CMM

A prestação dos serviços de transporte público pela empresa Transcotta foi criticada pelos vereadores de Mariana durante a reunião ordinária remota de segunda-feira (14). Autor do Requerimento 143/2020, aprovado por unanimidade na reunião, o vereador Juliano Duarte (Cidadania) disse que, de forma unilateral, a empresa suspendeu as linhas de ônibus que atendiam diversas comunidades, gerando grandes transtornos aos moradores, principalmente às famílias de baixa renda. “Precisamos ser mais duros com essa empresa Transcotta, porque ela não pode, de forma unilateral, cancelar as linhas e não dar nenhuma satisfação para ninguém”, criticou Duarte. 

Quem também não poupou críticas à suspensão dos horários de ônibus nos distritos foi o vereador João Bosco (PDT). Comunidades como Goiabeiras, Cuiabá e Campina vêem sofrendo com a falta do transporte público, conforme ressaltou Bosco. “Isso tem gerado grandes problemas para as pessoas, principalmente as de baixa renda que precisam investir, em média, cerca de 100 reais para poder chegar até Mariana, como é o caso dos moradores de Goiabeiras”, explicou o vereador.

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De acordo com o vereador Tenente Freitas (Patriota), a suspensão das linhas de ônibus em comunidades de Mariana é uma afronta à Constituição Federal, pois, segundo ele, a Transcotta tem prejudicado o direito de ir e vir do cidadão marianense. Freitas também destacou que a falta desses serviços nas comunidades tem contribuído para a utilização do transporte “alternativo”, que aumenta a cada dia devido a ineficiência e precariedade do atendimento da empresa. “A empresa precisa decidir qual vai ser a política que vai adotar. Qual vai ser a postura da empresa? Ela precisa se posicionar o quanto antes, porque senão nossas comunidades vão continuar sendo prejudicadas”, salientou Freitas.

A falta de ação do Executivo é um dos fatores que contribuem para que a empresa Transcotta tome atitudes como a suspensão das linhas de ônibus, de acordo com o vereador Deyvson Ribeiro (DEM). “Se o Executivo não tomar uma atitude contra a Transcotta, ou seja, criar mecanismos para que a empresa cumpra rigorosamente a prestação dos serviços de transporte público na cidade, vamos continuar com os vereadores debatendo, criticando e cobrando da Transcotta e ela ficando inerte como sempre, pois esta função de exigir um bom serviço desta empresa é da Prefeitura de Mariana”, lembrou Ribeiro.

A implantação do projeto “Tarifa Zero” na cidade foi apontada, pelo vereador Geraldo Sales – Bambu – (PDT), como uma saída para a melhoria na qualidade da prestação destes serviços no município. “O transporte público municipal pode ser feito por gestão própria, ou seja, pela Prefeitura ou por concessão. Aqui em Mariana temos uma concessão de serviços precários, inclusive avalizados pela justiça há anos. Este é o momento de abrirmos o debate sobre o projeto Tarifa Zero, que foi uma das propostas apresentadas pelo então candidato a prefeito, engenheiro Newton Godoy”, disse Bambu.

Com a aprovação do requerimento do vereador Juliano Duarte, uma reunião remota será agendada, em breve, entre a Câmara de Mariana e representantes do Executivo Municipal e da empresa Transcotta para debater o assunto.

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Rodolpho Bohrer

Rodolpho Julio Marci Bohrer é socio-fundador e diretor geral do Mais Minas. Estuda jornalismo na Universidade Cruzeiro do Sul e atualmente é repórter de política, cidades e loterias.

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